quinta-feira, 9 de julho de 2026

A SELECÇÃO E A CMTV

 

MAIS DUAS OU TRÊS NOTAS SOBRE FUTEBOL



No futebol há gente séria como em todo o lado, há também muitos aldrabões e vigaristas e há os sabujos, que usam a demagogia como arma e a adulação como modo de vida.

Dos aldrabões e vigaristas vão ter de tratar a polícia e o Ministério Público, se cumprirem os seus deveres.

Dos outros temos de tratar nós.

Comecemos pelo rescaldo decorrente da eliminação da selecção portuguesa de futebol. Os tais demagogos e sabujos de que acima falámos não têm dúvidas de que Martinez é o grande responsável, juntamente com um ou dois jogadores oriundos de clubes que eles têm por missão denegrir. Antes de mais nada é preciso relembrar que a selecção fez o mesmo que sempre tem feito em anteriores participações. Nas nove vezes em que participou em fases finais do Mundial de futebol, somente por duas vezes a selecção conseguiu chegar ao fim do torneio, ou seja às meias finais, que tanto permitem determinar os dois finalistas, sendo o vencedor o campeão, como os lutarão  pelo terceiro lugar, classificando-se o derrotado em quarto.

Somente por duas vezes a selecção chegou às meias finais, a primeira foi em 1966, sob a direcção de Manuel da Luz Afonso e Otto Glória e a segunda foi em 2006, sob a direcção técnica de Luís Filipe Scolari. Em 1966, ficou em terceiro lugar, em 2006, ficou em quarto. Portanto, não se percebe onde está o espanto.

Toda a gente sabe, toda a gente, menos a da CMTV, que a selecção e alguns jogadores foram altamente prejudicados por o seleccionador estar obrigado, por um lado, a aceitar que Ronaldo se convoque a si próprio para integrar o elenco da selecção (o próprio Ronaldo o disse com todas as letras na véspera do jogo contra aa Espanha) e por outro a aceitar também que seja Ronaldo a determinar o tempo que jogará em cada jogo, que é, como também já vimos, o tempo todo, ou seja, o tempo que o encontro durar.
Com este constrangimento de vulto e também com a pouca habilidade que o seleccionador tem demonstrado para compreender o jogo, esperar outro resultado seria mesmo irracional. Se é irracional esperar outro resultado, já não tem nada de irracional fazer de conta que os constrangimentos citados não existem. Existem e todos sabem que existem, mas quase nenhum dos comentadores o poderá dizer aberta ou veladamente. Uns porque são empregados de Ronaldo, como os do Correio da Manhã, outros porque não podem nas estações onde trabalham, como acontece com as públicas, assumir abertamente esta evidência.

E então assiste-se a um espectáculo vergonhoso, onde nalguns casos a sabujice atinge proporções inimagináveis. O comentador Vítor Pinto da CMTV/Record, que se passou a assumir como uma espécie de Mark Rutte de Ronald, descobriu que o Ronaldo tinha cometido o enorme feito de, pela primeira vez, ter marcado um golo num jogo a eliminar. Imagine-se que grande feito Ronaldo cometeu depois de ter participado em 6 mundiais e em mais de uma dezena de jogos a eliminar. MarK Rutte é um sabujo de Trump, até lhe chama “Paizinho”, mas não é tão estúpido a ponto de apresentar como um feito de Trump uma prova da sua extrema fraqueza, porque Trump, apesar de ser um ególatra, não é burro ao ponto de não ver que elogio semelhante somente o desmereceria.

Mas esse Vítor Pinto vai mais longe, o seu descaramento na sua vertente anti-benfiquista, leva-o a considerar Bernardo Silva culpado pelo golo de Espanha. É desonesto e ele sabe que está a ser desonesto e pretende desde já dar graxa a Jorge Jesus por razões que agora não vou explicar. Nem sequer vale a pena discutir o lance …As imagens falam por si. A Espanha ganhou na sequência desse lance como poderia ter ganhado noutro qualquer …

segunda-feira, 6 de julho de 2026

MUNDIAL 2026 - PORTUGAL - ESPANHA


 

PORTUGAL – ESPANHA

As duas selecções ibéricas defrontam-se hoje, em Dallas, nos oitavos de final do campeonato do mundo de 2026.

A Espanha é uma das grandes selecções do torneio tanto pelos resultados já obtidos como principalmente pelo futebol que joga.

A selecção do Ronaldo (é justo tratá-la assim porque ainda ontem, em conferência de imprensa, ficou claro para toda a gente que é ele quem manda na selecção) vai ter muita dificuldade em derrotar a equipa espanhola. Direi mesmo que a Espanha não será derrotada no tempo regulamentar nem no prolongamento, podendo tal acontecer apenas no desempate por penáltis.

O mais normal, como se tem visto até agora, é que as melhores equipas superem as mais fracas.

Chegados a esta fase, pode dizer-se que as melhores equipas são a França, a Espanha, a Inglaterra, Marrocos, a Noruega, a Argentina, que já estão ou irão ser apuradas para os quartos de final, devendo juntar-se a estas a da Colômbia e a da Bélgica ou dos Estados Unidos, qualquer uma delas abaixo das seis primeiras, a menos que o Presidente da FIFA indique Donald Trump ou alguém por ele designado para arbitrar os jogos dos Estados Unidos.  Tudo é possível. Agora é que se pode dizer com toda a propriedade que na América (leia-se Estados Unidos) tudo pode acontecer.

No que respeita ao jogo de mais logo, pouco haverá a dizer depois das palavras ontem proferidas por Ronaldo e por Martinez (seleccionador). Enquanto se acalentava a hipótese de Martinez “entrar numa de Fernando Santos” e pôr Ronaldo no banco , já que estando ditado o seu futuro ainda valeria a pena arriscar uma decisão que poderia alterar o rumo das coisas; hoje, porém, depois do que se passou ontem, o que vamos assistir é exactamente o contrário: é Martinez funcionar como assessor de Ronaldo que pode inclusive, qualquer que seja o resultado, mandar o presidente da Federação para casa e continuar com Martinez como seu ajudante.

Chegados a este ponto, até nem apetece dizer como deveria alinhar a selecção, se Portugal quisesse continuara acalentar a hipótese de derrotar a Espanha nos penáltis.

Se assim fosse, a minha selecção seria esta: Diogo Costa; Matheus Nunes, Tomás Araújo, Renato Veiga e Nuno Mendes; Bernardo Silva, João Neves e Ruben Neves; Trincão, Gonçalo Ramos e Rafael Leão.

No decurso da partida, consoante o resultado e o estado físico dos jogadores, poderiam entrar: Dalot, Vitinha, Pedro Neto e João Félix.

domingo, 5 de julho de 2026

CABO VERDE

 CABO VERDE NO MUNDIAL DE FUTEBOL 2026


A selecção de Cabo Verde encantou o mundo do futebol com a sua participação no Mundial de 2026.
De todo o lado, das mais variadas as latitudes como da parte de grandes estrelas da História do Futebol, os elogios são unânimes.
Cabo Verde merecia continuar na prova pela sua entrega ao jogo, pela excelência do seu futebol e pelo seu extraordinário desportivismo. Estou certo que a própria Argentina e a sua maior estrela compreenderiam, pelo que disseram no fim do jogo, a sua eliminação por Cabo verde.
São também comovedoras as palavras que se ouviram da boca de antigas "feras" do futebol: “Só me apetecia chorar". A muita gente também.
E tudo isto ganha outro sentido e dimensão se nos lembrarmos que tanto a Argentina como Messi gozam da simpatia generalizada dos adeptos do futebol.
Cabo Verde deixa uma marca indelével na história deste mundial; a sua eliminação nos termos em que ocorreu, depois de três jogos sem perder e de uma exibição memorável contra o campeão do mundo em título, deixa também, para quem gosta de futebol, um vazio afectivo que nenhuma outra selecção está em condições de preencher.