segunda-feira, 6 de abril de 2020

NOVO CORONA VIRUS (COVID19) - II

PARA MEMÓRIA FUTURA 

COVID-19: FAQ´s - OMV - Ordem dos Médicos Veterinários


Continuação da publicação dos posts editados no Facebook depois de 20 de Março


A COLUNA VERTEBRAL DOS INVERTEBRADOS

Os que agora, desde que Trump lhes deu o mote, começaram levemente a insinuar que o vírus é manipulado e que tem por fim destruir "o modo de vida ocidental" são exactamente os mesmos que no começo da crise se insurgiram contra as notícias que insinuavam ser americano o vírus que "estava a destruir" a China.
A verdade de tudo isto, uma verdade que nem os comentadores a soldo, nem as habituais agências de intoxicação podem desmentir, é que a China (e não somente a China) teve êxito no combate ao vírus enquanto as chamadas "democracias ocidentais" estão com imensas dificuldades e algumas delas já estão a registar trágicas derrotas nesse combate.
Esta é que é uma verdade que não deixará de ter consequências...
20/03/21

GUTERRES

O que está fazendo Guterres para que sejam levantadas as sanções aplicadas a países que estão a ser flagelados pelo Covid19?
E é bom não esquecer que há dois tipos de sanções: as que decorrem de decisões das Nações Unidas, nos termos da Carta, que são, por isso, licitas; e as sanções unilateralmente aplicadas por Estados poderosos à revelia da Carta das Nações Unidas e que são, portanto, ilícitas.
Mais do que ilícitas, estas últimas são, no contexto da actual crise de pandemia mundial, verdadeiros actos terroristas que privam os países afectados dos recursos necessários para acudir aos seus nacionais.
O Secretário Geral da ONU não pode ficar calado e os países que têm constitucionalmente a obrigação de acatar as normas e os princípios de Direito Internacional, como é o nosso caso, também não.
20/03/22

COVID19 - O NÚMERO DE MORTES
O número de mortes causadas pela pandemia COVID 19 tem aumentado consideravelmente nestes últimos dias, como todos sabemos.
Há, porém, divergências assinaláveis nos grandes países infectados entre o número de infectados e número de mortes. As percentagens diferem muito.
Estará a contagem a ser feita em todos os países segundo os mesmos critérios?
É que ninguém se vai esquecer daquela jornalista que praticamente exigiu à Dra Graça Freitas que contabilizasse como vítima do COVID 19 a senhora de 94 anos que somente depois de morte se soube que estava infectada e cuja causa da morte teria sido imputada a uma das várias patologias de que padecia. Reclamação que a DGS aceitou, tendo-a incluído no número das vítimas mortais portuguesas do novo corona vírus.
Ora, isto faz toda a diferença.
Por isso importa saber se são verdadeiras as notícias ontem e hoje postas a circular segundo as quais na Alemanha somente são contabilizadas como vítimas mortais aquelas cuja causa exclusiva da morte seja o Covid19. Isto é, que não tenha outras patologias associadas.
Se assim for, não admira que o número de mortes da Alemanha seja percentualmente, por relação ao número de infectados, muito mais baixo que o da Itália, Espanha e França.
É que nestes países, tal como em Portugal, são contabilizados como vítimas mortais do COVID 19 todos os que estejam infectados, mesmo que tenham associadas 6, 5 ou 4 patologias de outra natureza.
20/03/23

CONSPIRAÇÃO

Muito me enganaria se os Estados Unidos defrontados com a sua incapacidade para combater com êxito a crise sanitária não apresentassem, em breve, "provas inequívocas" de que o vírus foi posto a circular por inimigo externo.
Mais difícil será acertar na escolha do "inimigo", embora a experiência aponte para uma média potência e não para uma superpotencia por razões óbvias.
20/03/23

UNIÃO EUROPEIA

Para que se não diga que apenas a China, Russia e Cuba prestam ajuda à Itália, a Alemanha, ciente da sua grandeza, ofereceu aos italianos 8 camas de cuidados intensivos a prestar na Alemanha.
20/03/23

MARCELO

Não tem manifestamente jeito para estas coisas. Há resquícios de uma conversa de outros tempos, com recurso a imagens pouco consensuais embora pretendam o contrário, enfim, não sei bem como dizer, embora eu esteja a andar às voltas para ver se digo de outra maneira aquilo que quero dizer. E o que eu quero dizer é isto: há aqui um misto de catolicismo de sacristia (depois da confissão) e de salazarismo requentado.
Até pode ser com boas intenções, mas aquela coisa de que somos um exemplo, que somos diferentes, que os outros nos olham com reservada admiração, etc., que estamos unidos porque participamos todos no mesmo espectáculo ou no mesmo jantar é uma conversa que não pega.
No comentário político, na intriga, nos afectos, nas máximas do livro da IV  classe da década de 50, enfim, está muito mais à vontade.~
20/03/24

TESTAR, TESTAR, TESTAR
Diz Paulo Portas, dizem também outros virologistas de ocasião e replicam a mesma receita certas televisões.
A questão é simples: Paulo Portas está disposto a ir às compras? Consegue comprar 8 ou 9 milhões de testes? E outros tantos para 15 dias depois? Tem quem lhos forneça?
Ou será mais fácil comprar submarinos?
20/03/24

TESTES

As pressões exercidas sobre o governo de Espanha para que fizesse testes, testes, testes, teve a consequência que se conhece.
Compraram a uma empresa não credenciada e os testes não funcionam. Certamente, que aqueles que mais pressão fizeram são os mesmos que agora acusam o governo de irresponsabilidade.
Esta é uma boa lição que Portugal deve ter em conta. Que deixe falar o virologista Paulo Portas, os "dâmasos" de todos os quadrantes e siga em frente com a estratégia delineada, tanto mais que, como toda a gente de boa fé já percebeu, a procura é incomparavelmente superior à oferta.
20/03/26

UNIÃO EUROPEIA
Telegraficamente: prevejo um enfrentamento de consequências imprevisíveis entre a França e a Alemanha resultante da crise económico-financeira provocada pelo Covid19.
Portugal vai ter de se preparar para um cenário muito diferente dos anteriores e é legítimo perguntar se um partido como o Socialista, devoto da Europa, estará em condições de o fazer.
20/03/26

MARCELO

Tal como acontece com outros fenómenos também Marcelo dá sinais de querer manter-se activo.
As queixas do Bastonário da OM já foram "homologadas", a "cavaca", é certo, ainda não está no mesmo plano do companheiro de luta, mas diz me a minha intuição que um "pedrógão" pode acontecer em qualquer altura.
20/03/26

TUCÍDIDES

Para quem tiver à mão a "História da Guerra do Peloponeso" vale a pena ler (ou reler) a descrição que Tucídides faz da peste de Atenas no Livro II logo depois da famosa "Oração fúnebre" de Péricles.
Quatrocentos e trinta anos antes de Cristo, ou seja, há cerca de 2500 anos, a peste que assolou a Ática que, aliás, vitimou o próprio Péricles e que também não poupou Tucídides, embora este tenha sobrevivido, terá começado "nas regiões altas da Etiópia sobranceiras ao Egipto", descendo depois para o Egipto e para a Líbia e daí para o Pireu e seguidamente para a parte alta da cidade de Atenas com efeitos verdadeiramente devastadores. Tanto pelo número de mortes que provocou (um terço da população) como pelo sofrimento quer infligiu aos infectados.
Na descrição de Tucídides sobressai a miséria e a grandeza humana de quem é confrontado com uma doença mortífera que recai "sobre todos" (epidemia).
Vale a pena ler - Ed. SÍLABO, págs. 199 a 203.
20/03/27

ESTADO DE EMERGÊNCIA

Numa altura em que se reforçam as medidas destinadas a impedir o contacto social com vista a limitar o contágio faz sentido permitir que comentadores televisivos apelem ao incumprimento dessas medidas seja porque não concordam com elas seja porque as acham ilícitas?
20/03/28


BASTONÁRIO DA ORDEM DOS MÉDICOS
Há algo de estranho neste homem. Nas semanas precedentes, queixas, denúncias, alarme.
Hoje, parecia haver no seu rosto uma espécie de secreto prazer quando nos comunicou que o pior estaria para vir.
Pode até nem ser o caso, mas que ele não tem um facies à altura das circunstâncias, isso é evidente.
20/03/29

AINDA AS NTERVENÇÕES TELEVISIVAS DO BASTONÁRIO DA OM

O Bastonário da Ordem dos Médicos ainda não percebeu qual o seu papel neste crise pandémica nem tão-pouco compreendeu a situação com que se defronta.
Quem o ouve acha que ele actua como se estivesse perante um “prêt-à-porter” onde pode escolher o que tem em vista de acordo com as suas exigências e as suas medidas. Ou como se tivesse comprado numa agência de viagens ou na Internet umas férias “all inclusive”, sentindo-se no direito de reclamar contra tudo o que não lhe agrada e que em maior ou menor medida frustra as suas expectativas por ficar aquém do convencionado ou do que pagou.
Não é essa a situação em que ele se encontra, nem é essa infelizmente a dos médicos que ele representa. Se ele tivesse feito a guerra, se tivesse estado na frente de combate a lutar pela vida dos feridos facilmente perceberia que nessas situações falta muita coisa, vai ser necessário tomar decisões que antes ninguém previu, ou seja, vai ser preciso resolver os problemas com os meios que se tem.
Passando o seu tempo a protestar contra as condições em que médicos actuam, a denunciar situações que somente não são resolvidas ou porque faltam meios no mercado ou porque nem um empenhamento suplementar de vários sectores da sociedade é suficiente para suprir os equipamentos e instalações em falta, o Bastonário acaba por ter um papel desmoralizador da frente de combate, contribuindo para a desmobilização das vontades, abrindo caminho para a covardia dos mais fracos.
Esse efeito já se está verificar em certas tomadas de posição colectivas que se não justificam, já que nada do que falta ou do que não corre bem, não é consequência de um comportamento negligente ou desleixado, mas apenas devido à pressão internacional da procura que torna a oferta escassa e demorada no tempo.
Se o Senhor Presidente da República tivesse feito o serviço militar e se tivesse sido mobilizado para a guerra como foi a esmagadora maioria das pessoas da sua geração teria uma compreensão diferente destes fenómenos e não teria “homologado” com a sua concordância as sucessivas intervenções desmoralizadoras do Bastonário da Ordem dos Médicos.
20/03/30

SINTOMAS DE CANSAÇO.

Sintoma de cansaço causado pela reclusão é perder a paciência com os que FB se dizem cumpridores do confinamento; com os que atacam todos os que estao na rua desconhecendo o motivo por que estão na rua.
Mas já não é sintoma de cansaço atacar os chineses, ou por terem causado a pandemia ou por desconfiança total nos números que divulgam. Isso é sintoma de racismo disfarçado de preconceito ideológico
20/03/31

RTP

O tipo da RTP que lê o telejornal apresenta os números da pandemia em tom acusatório e também ele parece exultar sempre que os números sobem. E, então, se duplicam, o êxtase é completo.
Não vejo esta euforia em Espanha, em Itália ou França.
E também ficam felizes quando descobrem que as camas são insuficientes.
O é que é que estes tipos terão na cabeça?
20/03/31


UNIÃO EUROPEIA

Há muito mais mundo para lá da União Europeia do que dentro dela.
Vivemos durante 8 séculos sem a União Europeia e sem ela continuaremos a viver.
É bom que nos preparemos, sem dramas, para esse desfecho cada dia mais inevitável.
Há muito muito mundo para lá da UE e hoje todo esse mundo está muito perto.
Troikas, holandeses, finlandeses, austríacos e todos os obedecem à voz da "Dona" é que nunca mais!
20/03/31
TAP
A situação na empresa é complexa, antes da crise e durante ela, tudo isto consequência das inaceitáveis decisões do Governo Passos/Portas.
Independentemente disso, os trabalhadores da empresa, que não manifestaram nenhuma oposição àquelas medidas, comportam-se agora como Maria Antonieta.
Também eles acham incompreensível que, não havendo pão, não sejam distribuídos brioches e croissants.
20/04/01

UNIÃO EUROPEIA

Por muitos anos ficará na memória dos italianos e dos demais europeus que acompanham o noticiário internacional as imagens dos aviões chineses desembarcando em Itália toneladas de material de protecção hospitalar, das equipas de médicos e técnicos chineses especializados no combate pandémico, dos gigantescos aviões russos a aterrar nos aeroportos do Norte de Itália, dos médicos russos e cubanos para operar na linha da frente do combate à pandemia do Covid19, dos camiões russos desinfectando as ruas de Milão bem como das palavras do ministro holandês criticando, no pico da crise, a Itália e a Espanha por não terem uma reserva orçamental que lhes permita combater o surto pandémico sem se endividarem assim como da "generosa" recomendação da Sra Merkel recordando-lhes que sempre poderão recorrer ao Mecanismo de Estabilidade Europeu administrado pela Troika!
20/04/01

O SENHOR BASTONÁRIO

Não sei se o Sr. Bastonário da Ordem dos Médicos tem consciência de que havia muitos cidadãos saudáveis por esse mundo fora que no Natal do ano passado, que ocorreu há apenas três meses e uma semana, não faziam a menor ideia de que passado dois meses iriam morrer de uma doença nova de que nunca antes tinham ouvido falar. E também havia muitas outras pessoas que, embora doentes, estavam longe de supor que passados trinta ou sessenta dias iriam igualmente morrer. E nenhuma dessas pessoas morreu por culpa de outrem e a maioria esmagadora delas nem sequer teve qualquer comportamento negligente a que a morte possa ser imputada. E foram milhares essas pessoas, Sr. Bastonário, dezenas milhares, quase duas centenas de milhares que assim se finaram antes de tempo.
Esta doença mata, Sr. Bastonário. Pobres e ricos, doentes e sãos, novos e velhos.
Por isso, Sr. Bastonário, é perfeitamente natural que muitos profissionais de saúde sejam infectados e outros tombem no desempenho da sua nobre missão. Na Itália, calcula-se que há cerca de sete mil nestas condições. Em Espanha, o número é também elevadíssimo. E assim será em todos os países do mundo, desde os mais ricos e mais bem apetrechados aos mais pobres e mais carecidos de todos os meios.
Os profissionais de saúde sabem, todos eles, quando escolheram essa nobre profissão e quando fizeram os seus juramentos deontológicos, que a profissão que escolheram nem sempre poderia ser exercida em condições ideais.
Por isso, Senhor Bastonário esteja calado, não esteja permanentemente a imputar responsabilidades a quem não as tem. Não esteja permanentemente a lançar o descrédito sobre os serviços de saúde. Não esteja constantemente a desmoralizar e a desmotivar os profissionais de saúde. Não esteja sempre a querer dar a ideia de que vive numa situação que só não é perfeita porque há uns responsáveis que actuaram irresponsavelmente.
Se o Senhor não é capaz de compreender a situação em que se vive e de colaborar no combate à pandemia, ao menos CALE-SE!
20/04/01

ALEMANHA

A Alemanha, sempre tão eficaz na contabilização de qualquer actividade tanto própria como alheia, parece agora estar, em matéria de Covid19, com algumas dificuldades na contabilização das mortes, um assunto em que até já teve bastante experiência.
De facto, causa alguma surpresa a taxa de letalidade do Covid19 na Alemanha, por ser consideravelmente mais baixa do que a de qualquer outro país.
As explicações que têm sido adiantadas estão longe de ser convincentes, como já aqui foi analisado noutra ocasião, de modo que surge a dúvida legítima sobre se os critérios seguidos na Alemanha são iguais aos da Itália, de Espanha, de Portugal, etc., países em que se contam como consequência da pandemia todos os que morrem COM e POR Covid19.
Brevemente se saberá a verdade sobre este assunto, quanto mais não seja por amostragem do que se vier a passar com os doentes franceses que estão a ser tratados na Alemanha.
20/04/02

MARCELO

Hoje, esteve bem.
20/04/02

RTP3
GRANDE ENTREVISTA
COM PEDRO SIMAS

Do melhor que vi e ouvi até hoje em matéria de COVID 19


COVID19 E O MUNDO
A pandemia que assola a humanidade e que prossegue vitoriosa o seu curso devastador acabará por ter efeitos positivos que de outro modo somente ao fim de alguns séculos seriam imagináveis.
A extrema facilidade com que o VIRUS se expandiu pelos cinco continentes não poupando ninguém, nem estados seculares nem estados recém criados, nem ricos nem pobres, nem doentes nem saudáveis, nem velhos nem novos e a grande dificuldade que todos demonstraram em dele se defenderem não pode deixar de ter reflexos profundos em todos os seres humanos qualquer que seja o lugar que ocupam na escala social e qualquer que seja o grau de responsabilidade com que actuam nas respectivas sociedades.
Este VIRUS, a forma repentina com que surgiu e a vertiginosa velocidade com que se propagou, fez perceber a todo o ser humano que o valor mais importante depois da vida é a igualdade e não a liberdade como alguns tontos e algumas tontas teimavam em insistir nos primórdios da pandemia supondo que seria pela liberdade de acção individual que cada um de nós melhor o poderia combater.
E por mais que continuem a aflorar os dois dos grandes perigos que em tempos normais corrompem o homem e desvirtuam o sentido dos agrupamentos humanos – o egoísmo e o nacionalismo –, e não obstante os estragos por eles causados na presente situação, eles não têm sido suficientes para abalar a convicção de que estamos todos no “mesmo barco” nem as hipotéticas vantagens deles decorrentes têm esmorecido o fervor solidário que hoje perpassa por todo o mundo nem que seja sob a forma de uma profunda compaixão.
Hoje o mundo está mais pequeno, mais perto e mais solidário. E isso é bom. É excelente. E vai ter consequências de toda a ordem.
Os imperialismos perdem espaço para se afirmar. Quem imaginaria ainda há quatro meses que os grandes porta-aviões que sulcam os mares do Pacífico, armados do que de mais mortífero e devastador a mente humana poderia congeminar, na busca paranóica e desesperada de um inimigo que tarda, teria de regressar à base por ter sido atacado pelo “inimigo invisível” contra o qual de nada valem os seus devastadores arsenais nucleares?
As hegemonias regionais que humilham os mais fracos e lhes impõem a sua despótica vontade em nome de uma ortodoxia que somente elas perfilham vão igualmente perder espaço e a sua afirmação reduzir-se-á drasticamente.
Tudo isto porque hoje todos temos consciência de que o mundo ficou mais perto e mais pequeno passando a ser indiferente que nos relacionemos com o vizinho do pé da porta ou com o vizinho que está a milhares de quilómetros de distância. Importante vai ser a qualidade desse relacionamento e as vantagens recíprocas que dele resultam e não a proximidade nem as pseudo vantagens dela derivadas.
Estamos esperançados em que o egoísmo individual – individualismo – e o egoísmo colectivo – nacionalismo – serão os grandes derrotados desta crise, dela saindo vencedora a ideia de igualdade, como nova ideia impositiva da convivência humana!
20/04/05




domingo, 22 de março de 2020

NOVO CORONA VIRUS (COVID19)

PARA MEMÓRIA FUTURA
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Vamos publicar aqui no Politeia uma selecção dos posts que temos vindo a publicar no facebook desde 22 de Fevereiro



UM PORTUGUÊS NO JAPÃO

Os jornalistas portugueses das televisões estão um pouco apreensivos. Podem não se confirmar, em novo exame, os indícios de que o português a bordo do navio ancorado no Japão seja portador da doença.
Marcelo acompanha o desenrolar da situação com ansiedade. Conforta a esposa do putativo doente com telefonemas. Santos Silva vai fazendo o mesmo, mas está indeciso. A UE não diz nada e Trump já disse o que tinha a dizer e o que disse não lhe resolve nenhum problema. A Ministra da Saúde., por precaução, repisa as pegadas de Marcelo e o presidente da câmara da Nazaré vai fazendo o que pode.
Ana Leal ainda não se pronunciou...

20/02/22

O EX DGS, MAIS UMA VEZ
O ex-Director geral de saúde ainda não percebeu que já não exerce o cargo nem tutela a actual Directora-geral.
Se tivesse o que não tem - outra grandeza -, abstinha-se de criticar a actual directora sob a forma sinuosa e pouco digna como o faz.
Se ele tem um plano para combater o vírus e a sua difusão, que o apresente sem rodeios, frontalmente, e deixe-se de correcções marginais sobre cenários, aparecimento do vírus e outra conversas do género sobre as quais estamos todos muito bem informados. Também nós sabemos tudo ou quase tudo sobre o que não interessa e nada ou quase nada sobre o que interessa.
E ele sabe?
20/02/29

TEMPO PERDIDO
A Sra Directora Geral de Saúde bem pode desdobrar-se em explicações sobre o que se está a fazer e o que deve ser feito. Não adianta . A comunicação social não quer saber disso para nada. A comunicação social só está interessada em inventar problemas, agravar os que já existem e lançar o descrédito sobre o que está sendo feito. Se necessário com a colaboração desse virus pestilento que são os "paizinhos dos alunos".
Parece que ninguém percebe o que é uma epidemia. Parece que as pessoas acham, no seu íntimo, que o agente da epidemia é algo que pode ser "preso", "metido na cadeia", "retirado do convívio social" e que, se isso não é feito, a culpa é de quem manda.
De tudo isto duas conclusões se podem tirar.
Primeira, que desde as pestes da antiguidade e medievais até hoje a reacção das pessoas a este tipo de adversidade não evoluiu praticamente nada e quando evoluiu foi para pior; outrora atacavam o portador da doença como responsável pela sua disseminação; agora atacam os governos.
Segunda, é seguramente nestes casos de "salus populi", mas não só, que se justifica questionar o valor da liberdade - é um valor absoluto ou é um valor subordinado ao princípio "salus populi suprema lex est"?
05/03/20

HOJE PIOR QUE ONTEM E AMANHÃ PIOR QUE HOJE

Uma sociedade hedonista, individualista, capitalista não está preparada para isto.
20/03/08

MARCELO E OS PORTUGUESES

Marcelo elogia os portugueses pela forma como se estão a comportar. Até parece que os portugueses estão a fazer um favor a alguém. Como se as medidas preventivas que as autoridades sanitárias têm insistentemente recomendado fossem algo que devesse ficar no livre arbítrio de cada um. O que Marcelo tem que dizer, deixando-se de demagogias, de beijos e de selfies, é : ou os portugueses cumprem voluntariamente as recomendações das autoridades de saúde ou vamos ter que as impor à força!
Assim ou mais suavemente, mas sem deixar margem a dúvidas nem a agradecimentos.
20/03/08

PROVA DE VIDA

Tem 62 anos. Nunca fez prova de vida. Nem nunca alguém exigiu que a fizesse. Pelo contrário, vários se interrogavam como poderiam viver sem ela. Pelo menos, até ao dia em que alguém ousou fazê-lo em clima de festa e libertação. Mas o sentimento de orfandade continuava latente em muitos dos que nunca questionaram o seu modo de estar na vida.
Agora, porém, tudo mudará e certamente muitos a considerarão moribunda e em vias de extinção se não fizer urgentemente prova de vida. Inequívoca.
Depois de há meia dúzia de anos ter posto meia Europa a “pão e água” para salvar os bancos falidos e corruptos pela desenfreada especulação a que se dedicaram e de seguidamente ter lançado no desemprego e empurrado para a emigração milhões de europeus por exigência de “contas certas” aos que tudo gastaram – o que tinham e o que não tinham – para salvar os bancos e o grande capital a eles ligado, a União Europeia terá agora, com a crise do novo “Corona vírus”, a derradeira oportunidade para demonstrar para o que serve e com quem está.
Se não houver uma acção solidária de grande envergadura, pelo menos, idêntica à que houve para salvar os bancos e se simultaneamente não houver um completo “silenciamento” do Pacto de estabilidade e crescimento até que os Estados mais fracos possam refazer-se da gravíssima situação em que a pandemia os colocará, estamos certos que ninguém de bom senso deixará de considerar a União Europeia como a grande peste dos nossos tempos que urge erradicar, custe o que custar.
Tem a palavra a União Europeia. Que faça prova de vida
20/03/10

ITÁLIA, ESPANHA E O QUE ADIANTE SE VERÁ

Tal como na China, também os paises europeus mais afectados decretaram medidas excepcionais que aplicam coercivamente se não forem voluntariamente acatadas.
Vem isto a propósito de certas manifestações, que considero de racismo, que foram e continuam a ser feitas a propósito da forma como a China actou para combater a epidemia.
Os resultados estão à vista. A China tem a doença controlada e em várias zonas da China já não há novos casos e os que há, nas demais zonas, são em numero muito baixo e sempre a baixar.
Logo no começo da crise, escrevi um artigo sobre o racismo, que não foi completamente compreendido, para chamar a atenção sobre esta nova forma de racismo, assente na superioridade axiologica, a superioridade dos nossos valores, que infelizmente está muito presente em certos intelectuais, alguns (ou algumas) epidermicamente sensíveis a tudo o que diga respeito a judaísmo, mas no resto verdadeiros defensores de um apartheid de novo tipo que tende a separar, com um muro muito alto, todos os que não são como nós.
20/03/10

CONSELHO NACIONAL DE SAUDE PUBLICA

Isto não vai lá com descentralização. Deixar às autoridades de saúde locais a decisão é um erro que se vai pagar caro.
As medida de contenção terão de ser da responsabilidade do Governo e tomadas com  máxima de abrangência.
Esperar que a epidemia se expanda para depois a conter é uma solução à espanhola e à italiana.
Peço desculpa de, como leigo, me pronunciar, mas a decisão do CNSP foi decepcionante.
20/03/11

O VIRUS E AS NOSSAS SOCIEDADES

Começa a tornar-se evidente que as nossas sociedades, sociedades capitalistas globalizadas, governadas por representantes do sistema, não têm condições para lidar com uma crise desta natureza.
O que domina a sociedade capitalista é o lucro. Se a taxa de lucro baixa, a sociedade entra em crise. E é a permanente tentativa de evitar este resultado que faz alastrar no Ocidente a crise do novo corona vírus. Por outro lado, o capitalismo considerando-se perpétuo por ser "conforme à natureza humana", é de todos os sistemas económicos que se conhecem e que a História regista, aquele para o qual a conjuntura tem mais importância. O capitalismo, apesar da sua presunção de perpetuidade, actua fundamentalmente em função da conjuntura, como se cada conjuntura representasse um fim em si mesmo.
Toda a gente já percebeu o que se passou na Itália, o que se passou na Alemanha, em Espanha e, mais dia, menos dia, acabará por se passar em toda a Europa e nos Estados Unidos.
Independentemente da maior ou menor diligência do tratamento do primeiro caso, a disseminação da doença acabaria sempre por acontecer, não apenas pelos contactos que o primeiro infectado teve com as pessoas com quem lidou, mas também pela mobilidade das próprias populações e a extrema facilidade de transmissão do vírus.
E a partir daí, aquilo a que nós assistimos em todos aqueles países, e também nos Estados Unidos e na Inglaterra, foi uma corrida desesperada para alcançar algo que nunca se deixava alcançar. Nestes casos, diz a inteligência que não adianta correr atrás do que nunca se apanha. A única forma de travar o que em vão se persegue é barrar-lhe o caminho, quaisquer que sejam as barricadas que tenhamos de construir e utilizar.
E por isto não poder ser feito nas sociedades ocidentais é que o Conselho Nacional de Saúde Pública tomou a decisão que se conhece – ir atrás do vírus, sempre atrás, sem nunca ousar barrar-lhe o caminho. E o que se vai passar cá foi o que já se passou na Itália, na Espanha, na França, na Alemanha e por aí fora.
O contrário disto foi o que fez a China, com êxito. Felizmente para o mundo, a China é governada por um partido comunista cujos princípios e objectivos nada têm a ver com os que ditam a governação dos países capitalistas.
Mil e um problemas se levantam, de solução quase impossível, numa economia capitalista para barrar o caminho à progressão do vírus. Se isso se pudesse fazer com lucro e vantagens generalizadas para o sistema ainda se poderia esperar uma solução satisfatória, integrada nos princípios que regem o sistema. Não sendo o caso, como não é, nas economias capitalistas continuar-se-á a correr infrutiferamente atrás do vírus, para não prejudicar os altos interesses que uma solução de outra natureza necessariamente acarretaria.
A tudo isto acresce a matriz hedonista e individualista das nossas sociedades, que continuam a perfilhar a tese segundo a qual é do bem individualmente perseguido que resultará o bem de todos. E é por isso que os alunos, que não poderiam deixar de ter aulas porque teriam de reter em casa os pais para os guardar, podem – se uma escola resolve fechar – ir para a praia juntamente com os paizinhos em aglomerações muito mais numerosas do que as que teriam na escola.
E é por isso também que, nos países de alto sentido colectivo, as pessoas, por viverem em sociedades onde o interesse colectivo prevalece sempre sobre o individual, actuam com um sentido de responsabilidade comunitário que não existe nas sociedades capitalistas e individualistas onde nos integramos.
20/03/11

A PROVA DE VIDA

Como se previa, a ausência evidente de prova de vida, acabará por impor - se como prova de morte.
Esta UE não tem a menor vocação para coexistir com um mínimo de solidariedade para com as pessoas.
À frente estarão sempre o capital e o interesse nacional dos mais fortes.
Vai ter um triste fim.
20/03/12


SOLIDARIEDADE

É hora de solidariedade, de ajuda mútua e de muita responsabilidade.
Que o Governo não esqueça aqueles que de imediato são sempre os mais afectados pela crise: os trabalhadores e todos os que dependem da segurança social. Mas que o Governo se livre de passar recursos para os "pançudos" do costume que já se perfilam, nacional e internacionalmente, para sugar recursos do erário público, aproveitando-se da desgraça alheia.
Se são liberais para privatizar os lucros que o sejam igualmente para suportar os prejuízos.
Este "socialismo dos ricos", como lhe chamou Bernie Sanders, tem de acabar.
20/03/12


CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA

Vocês sabem por quantas pessoas é composto o CNSP? TRINTA!
Aquilo é uma RGA. Não é órgão para actuar em situações de emergência. As RGA são óptimas para preparar reivindicações, ou acelerar as revoluções, mas para situações de emergência nacional tudo o que seja mais que três já é muito.
20/03/12

FRONTEIRAS, VOOS, ETC.

Então, Portugal não deveria cancelar os voos e os comboios de e para Espanha? Não deveria encerrar a fronteira com Espanha? Encerrar para pessoas que não residam no território nacional?
É que a situação em Espanha encaminha-se a passos largos para ser uma segunda Itália...
20/03/12


A RTP NO SEU MELHOR

Mal tinha acabado a conferência de imprensa de vários ministros destinada a explicar as medidas que foram tomadas para conter a pandemia, na qual os vários jornalistas presentes fizeram as perguntas que entenderam, com interesse e sem interesse, mal a conferência acabou a jornalista da RTP (cujo nome infelizmente desconheço), tendo como convidado um jornalista do Público - Manuel Carvalho -, a primeira coisa que fez foi uma pergunta na qual punha em causa a possibilidade de execução do plano que acabava de ser explicado. Felizmente, o jornalista convidado deu-lhe na cabeça (Não podemos começar por pôr em causa o que acaba de se fazer). Mas a estúpida da locutora rapidamente passou do 8 para o 80 : "Não achas que estas medidas são manifestamente insuficientes e que deveriam ir muito mais além?"
Com gente desta é impossível fazer o que quer que seja. A única medida salutar é pôr esta fulana na rua. Despedi-la imediatamente como sabotadora e aliada do virus.
E ela continua. Desculpem, mas a mulher é uma besta. Faço um apelo para que mandem wembora. É uma medida profilática!
20/03/13

FRONTEIRAS
De que está o Governo à espera para fechar as fronteiras a estrangeiros que não sejam residentes em Portugal?
20/03/13

GRAÇA FREITAS

Tenho ouvido regularmente a Graça Freitas e a minha opinião é esta:
Foi uma felicidade para Portugal ter, nesta emergência, uma pessoa como Graça Freitas na Direcção Geral de Saúde.
20/03/13

UNIÃO EUROPEIA
O primeiro grande gesto de solidariedade para com a Itália foi da CHINA!
20/03/13

UM CONSELHO

Fique em casa.
Se acha, no seu "altruísmo liberal", que isto é um atentado à sua liberdade individual, vá para os Estados Unidos!
Mas vá depressa.
20/03/13
CARTA DE UM PORTUGUÊS NA CHINA

Dedicado aos partidários do "Altruísmo liberal", muito preocupados  ou mesmo indignados com a "violação" dos seus direitos individuais, recordando-lhes que continuam com a via aberta para rumar aos Estados Unidos onde esses direitos serão certamente garantidos, além do mais com a vantagem de ninguém fazer a mínima ideiade qual é a real situação sanitária do país, o que também acabapor garantir o direito à tranquilidade individual.
20/03/14

A PANDEMIA E O SOCIALISMO

Pela conversa que se ouve, já se percebeu que o pessoal do costume se perfila para incentivar o governo a tomar medidas "socialistas" destinadas a apoiar os privatizadores dos lucros.
20/03/14
 CHINA

Já repararam que os que mais desprezo e animosidade manifestam pela China são antigos partidários do "Bando dos quatro!"?
Ódio velho não cansa. Nunca perdoaram nem perdoarão a Deng Xiaoping...
E menos ainda perdoam que a China os esteja a bater no terreno dos seus verdadeiros amos!
20/03//15

QUARENTENA

O Ricardo Araújo Pereira ainda não percebeu que nas pestes não há espaço para bobos.
20/03/15

COISAS INCOMPREENSÍVEIS
(A propósito de uma proposta de Trump a um laboratório alemão)

O que faria a Alemanha, o que faria qualquer país, se num cenário de guerra uma empresa nacional de armamento se pusesse exclusivamente à disposição de um país estrangeiro?
20/03/15





PORTAS

Depois de cerca de 4 anos desaparecido, só dando sinal de si como "grand seigneur" com pretensões de "maître à penser" em assuntos de relevância universal, deixando os assuntos domésticos à pequenez dos "indígenas", como diria o seu falecido amigo, eis que Portas volta a aparecer para opinar sobre o "Covid19" e a relevância das fronteiras.

Estará Portas convencido de que Marcelo se não recandidata? Acho-o activo de mais para quem ainda há pouco apenas aspirava a orientar-nos nesta difícil tarefa de compreender o mundo.

20/03/16


ESTADO DE EMERGENCIA

Alguns juristas têm se preocupado com as restrições que podem resultar do estado de emergência em matéria de direitos, liberdades e garantias.
Sinto alguma preocupação, nos comentários que vou lendo, nessas restrições, nomeadamente nos mais velhos, pelas recordações que elas lhes trazem.
Ora bem, eu penso que o problema é mais complexo do que parece.
Dizem os juristas que há três espécies de obrigações: as de dare, facere e non facere.
Hoje, a doutrina mais moderna restringe as de dare a um número muito contado de situações por entender que as antigas obrigações de dare ocorrem por mero efeito do contrato ou são necessárias à perfeição do contrato que não existiria sem a entrega da coisa, sendo, portanto,  obrigações de facere.
Deste modo, a esmagadora maioria das obrigações serão de facere e de non facere.
Ao contrário do que por vezes se diz, pensa ou se depreende do que se diz, as obrigações de non facere, num estado de emergência, não são muito difíceis de impor nem exigem uma especial coercividade. As pessoas acatam-nas voluntariamente na maior parte dos casos, não obstante as restrições de direitos ou a limitação de liberdades que elas implicam.
Muito mais difícil será a imposição das obrigações de facere, tanto mais que os princípios comuns aos nossos direitos europeus vão todos eles no sentido de que não se pode impor coercivamente o cumprimento específico de uma obrigação de facere, salvo uma ou duas situações excepcionais, sendo nos demais casos substituídas, em caso de incumprimento, pela obrigacao de indemnizar. É a consequência do velho princípio de que ninguém pode impor ao obrigado o cumprimento específico do facto a que ele se obrigou - nemo potest precise cogit ad factum. Ora, no estado de emergência este princípio não pode valer sob pena de o Estado e a própria sociedade colapsarem.
Realmente é muito mais fácil impor um não fazer do que exigir um fazer...
Daí que a imposição do cumprimento específico das obrigações de facto implique uma espécie de mobilização militar da sociedade.
A Ministra da Saúde deu ontem um lamiré sobre este tema ao fazer uma comparação com a situação na Inglaterra durante os bombardeamentos alemães na II Guerra Mundial.
Será que eu me fiz perceber nesta linguagem propositadamente um pouco obscura em que me exprimi? Ou vou ter que pôr as coisas às claras.
20/03/17

COVID19
Costa continua a lidar com a UE como se de uma entidade credível, confiante e solidária se tratasse.
É um erro grave. Nada tem a ganhar e tudo a perde
20/03/17

MARCELO

Esteve em quarentena e apesar da pandemia o país esteve calmo. Falou a uma só voz. O Governo fez o que era exigível. E Portugal é, para já, um caso isolado na Europa Ocidental.
Marcelo ameaça reaparecer. Não se notou a falta. Se se notar excessivamente a presença isso significará que algo está a correr mal. E o que o país menos precisa neste momento difícil é de procura de protagonismo. O que precisa é de tranquilidade nas funções executivas e coragem nas funções operacionais. Quem, não sendo executivo nem operacional, se intrometer no desempenho de umas ou de outras presta um mau serviço aos portugueses.
20/03/17

ANTONIO COSTA

Lamento, mas lamento mesmo muito, que António Costa não tenha secundarizado Marcelo nesta crise.
Marcelo que esteve ausente durante quase 15 dias, quis, com a irresponsabilidade própria dos jornalistas (dos actuais jornalistas), marcar o seu regresso com uma medida de grande "visibilidade".
Marcelo não mediu as consequências da sua decisão ou, pior ainda, acha que essas consequências lhe podem ser favoráveis bem como à direita que o suporta (suporta nos dois sentidos).
Ora, como AC é o chefe do Governo era a ele que caberia graduar as medidas de acordo com as necessidades da situação, sem nunca esquecer os milhões de cidadãos que não estão doentes nem provavelmente estarão (e, se estiverem, não estarão todos ao mesmo tempo) bem como o papel que vão ter que desempenhar para o país não parar.
Como a crise é longa o que pode vir a seguir ao estado de emergência se a situação se agravar? O estado de sítio?
Além de que o Governo tem meios coercitivos para no estado de alerta impor os comportamentos que julgue adequados à evolução da situacao.
Se houver um cansaço generalizado, com repercussões em todos os domínios da vida nacional, quem arca com as consequências? É o Governo. E quem lucra com isso? A direita. Portanto, Costa deveria ter seguido o seu ritmo e não o de Marcelo.
O exemplo dos incêndios deveria ter-lhe servido de lição. Marcelo não apaziguou as consequências do fogo. Pelo contrário... E depois, quando as "barracas" começaram a surgir, pela pressa e ansiedade que impôs na execução das "medidas reparadoras", lavou as mãos.
Deixar ficar nas mãos de Marcelo qualquer assunto de calamidade nacional é mau para o país e mau para quem deixa.
20/03/18

SOCIOLOGIA

Quem tiver dúvidas sobre o que realmente interessa a estas sociedades em que vivemos que pesquise nas redes sociais o que por cá se disse sobre o comportamento da China face ao Covid19.
20/03/18

CHINA, HOJE

Nenhum caso novo; 34 provenientes do estrangeiro.
20/03/19


COVID 19

O único efeito do COVID 19, que não me merece qualquer lamento, bem pelo contrário, é a "expulsão" do futebol do nosso quotidiano.
20/03/19


ESPANHA

E se a monarquia espanhola fosse, no plano institucional, a primeira grande vítima do COVID19?
20/03/19


ANTONIO COSTA

Boa intervenção. Um PM à altura das circunstâncias.
Por favor, não atrapalhem
20/03/19


CASA BRANCA

Aquele friso que diariamente, com Trump à frente e Pence um pouco atrás a mostrar quadros, nos dá notícia sobre a evolução da doença nos Estados Unidos seria ridículo se não fosse trágico para milhões de americanos.
Percebe se que a administração Trump, já de sua natureza errática e inconsequente, esteja completamente perdida, oscilando entre intervenções tipo Edir Macedo em que o Satanás é a China, e uma bazófia assente num supremassismo empresarial e científico que os factos desmentem.
Mas esta desorientação não é apenas de Trump e seus acólitos, a desorientação é da própria nação americana que pela primeira vez está perante uma situação que não pode resolver à bomba!
20/03/20

TURISTAS PORTUGUESES NO ESTRANGEIRO
Vários portugueses, falam até em milhares, estão no estrangeiro a clamar (clamar é brando, os que tenho ouvido exigem) ajuda do Estado Português para regressar.
Não seria importante antes de tomar qualquer decisão exigir prova a esses portugueses da data em que resolveram partir de férias?
20/03/20


A QUARENTENA
Esta é uma quarentena diferente de todas as outras. Sobre ela pesa uma dupla ameaça - a da doença e a da falta de abastecimentos.
É caso para pensar que se não morre da doença, morre da cura.
Aparte isso, que é o mais importante, o resto tudo bem. Muito bem mesmo. Aqui onde me encontro, com seis canais de TDT, estou protegido desses vírus que diariamente nos assolam, SICN, TVI 24, CMTV, SPORT TV +, ONZE. Em contrapartida com 960 canais abertos posso acompanhar as notícias de todos os países cuja língua domino bem como o Cazaquistão, a Bielorrússia, a Arménia, a Georgia, o Azerbaijão, o Iraque, o Irão, a Mongólia, a Rússia, a Polónia, o Egipto, a Líbia, o Sudão, o Qatar, a Tailândia, etc, etc, bem como as dos outros - Espanha, França, Itália, RU, USA, América Latina, Brasil, Alemanha, etc, etc.
Isto, desacompanhado do futebol e dos seus terríveis comentadores, com a poluição quase a zero, seria, se não fosse a ameaça da doença e a paralisação da economia, aquilo a que de melhor se poderia aspirar que era juntar a calma do passado à excelência do presente.
20/03/20

A FILOSOFIA POLÍTICA E O COVID 19

Durante mais de dois milénios a filosofia política discutiu acalorada
mente qual a melhor forma de governo
O COVID 19 vai trazer a rsposta.
20/03/20

UNIÃO EUROPEIA

Embora não tenha muito interesse tratar agora disto, é bom lembrar que os problemas orçamentais com a UE não começam quando a desgraça acontece, mas depois.
Na crise financeira de 2008, os países europeus começaram a ser afectados duramente pelas suas consequências em fins de 2009 e 2010. Por essa altura, a UE e a própria Ângela Merkel entenderam que os governos deveriam privilegiar o investimento público e salvar os bancos para atenuar as suas consequências.
Pouco depois, quando vários Estados já tinham injectado muitos recursos financeiros na economia, Ângela Merkel veio dizer que a crise não se resolvia "lançando dinheiro sobre a economia" e o que se impunha era o rigor orçamental.
Logo a seguir, a UE, veio exigir a drástica redução do défice, em prazos curtíssimos, com as consequências que todos conhecemos.
Portanto, o que Ursula von der Leyen agora diz não é o mais importante - ela não poderia dizer outra coisa, sob pena, se o fizesse, de ter de ir imediatamente para casa - mas o que ela dirá quando a pandemia passar.
20/03/21

COVID 19

Nao percebo nada de virologia nem tenho a pretensão de sequer saber soletrar o bêábá da matéria.
Mas tenho lido muito do que seriamente se tem escrito e tenho visto e ouvido muita coisa nas tevês. Mas não apenas nas dominadas pelas agências de intoxicação.
E sem pôr minimamente em causa o empenhamento do governo e dos que no seu seio têm estado corajosa e dedicadamente na linha da frente, acho que deveria haver um conhecimento mais profundo das metodologias de actuação postas em prática nos países que já tiveram êxito neste combate.
Não compreendo por que não se pediu, ao mais alto nível, assistência técnica à China, à Coreia do Sul e a Taiwan. Pelo menos para se ficar a saber como é que eles actuaram e fazer a comparação com o que se está a fazer na Europa. Comparar os resultados.
Acho que ainda estaríamos a tempo de fazer qualquer coisa neste domínio. Mas o tempo urge.
20/03/21

CONTROLO

Como se faz o controlo da quarentena das pessoas suspeitas e das que estão doentes em casa?
Como se sabe que estão a cumprir? Ou dito de outro modo: sabe-se quando estão a incumprir?
Se não houver controlo eficaz, a 100/%, como se pode garantir a não disseminação da doença ?
20/03/21

UNIÃO EUROPEIA

A Itália continua ser flagelada pelo Covid19.
Depois da solidariedade da China, chega agora a da Rússia e a de Cuba em médicos, enfermeiros e material de protecção.
20/03/22

COVID 19

Não obstante todas as limitações impostas pelo modelo de sociedade que vivemos, foi uma sorte termos o António Costa como Primeiro Ministro e a Graça Freitas como Directora Geral de Saúde.
Que não atrapalhem, é o que se exige a quem está "fora" e se quer mostrar
20/03/22


TRUMP E A CHINA
Trump também já tem o seu SATANÁS, tal como Edir Macedo, o amigo de Bolsonaro.
Os americanos absolutamente incapazes de ter uma real noção dos efeitos da pandemia nos Estados Unidos e com extremas dificuldades para poder tratar os doentes, bem como para adoptar medidas uniformes de contenção para todo o território, incapazes de resolver o problema apesar do seu fabuloso arsenal militar, que de nada lhes serve numa crise como esta, tinham de encontrar um inimigo externo a quem imputar todas as responsabilidades
Esse inimigo, esse novo Satanás, é a China.
O vírus é chinês, a China tentou esconder o vírus, a China não actuou como deveria, a China não avisou a comunidade internacional, a China falseou e falseia os números, a China deixou que o vírus passasse para outros países, etc., etc.
Tudo isto seria ridículo se não fosse trágico. Infelizmente é uma tragédia para o esbatimento da qual a contribuição dos Estados Unidos até agora tem sido nula.
Primeiro, Trump, em Janeiro e durante quase todo o mês de Fevereiro, actuou exactamente como o seu amigo Bolsonaro. Negou a importância do vírus, enalteceu a imunidade dos Estados Unidos a contaminações desta natureza, garantiu que os seus cientistas encontrariam rapidamente os antídotos necessários à sua erradicação e no pior estilo da baixeza humana garantiu galhardamente que "A América não é a Itália!"
Hoje, posto perante uma situação que paralisa a fabulosa nação, incapaz de sequer avaliar os destroços, deixando os americanos sem seguro de saúde entregues à sorte da natureza, a Trump e à sua comandita, furiosos perante a sua impotência e inutilidade do seu gigantesco arsenal nuclear, só lhes resta esbracejar contra um inimigo que sem invasões de territórios estrangeiros, sem exércitos expatriados a atacar territórios alheios, sem esquadras poderosamente armadas a fiscalizar os cinco mares do planeta, sem bombardeamentos selectivos ou generalizados sobre populações inocentes ou alvos escolhidos a dedo, os bate no principal terreno onde até há pouco se não cansavam de exibir a sua arrogante superioridade.
20/03/22