PORTUGAL – ESPANHA
As duas selecções ibéricas
defrontam-se hoje, em Dallas, nos oitavos de final do campeonato do mundo de
2026.
A Espanha é uma das grandes
selecções do torneio tanto pelos resultados já obtidos como principalmente pelo
futebol que joga.
A selecção do Ronaldo (é justo tratá-la
assim porque ainda ontem, em conferência de imprensa, ficou claro para toda a
gente que é ele quem manda na selecção) vai ter muita dificuldade em derrotar a
equipa espanhola. Direi mesmo que a Espanha não será derrotada no tempo
regulamentar nem no prolongamento, podendo tal acontecer apenas no desempate
por penáltis.
O mais normal, como se tem visto
até agora, é que as melhores equipas superem as mais fracas.
Chegados a esta fase, pode
dizer-se que as melhores equipas são a França, a Espanha, a Inglaterra,
Marrocos, a Noruega, a Argentina, que já estão ou irão ser apuradas para os
quartos de final, devendo juntar-se a estas a da Colômbia e a da Bélgica ou dos
Estados Unidos, qualquer uma delas abaixo das seis primeiras, a menos que o
Presidente da FIFA indique Donald Trump ou alguém por ele designado para
arbitrar os jogos dos Estados Unidos. Tudo
é possível. Agora é que se pode dizer com toda a propriedade que na América
(leia-se Estados Unidos) tudo pode acontecer.
No que respeita ao jogo de mais
logo, pouco haverá a dizer depois das palavras ontem proferidas por Ronaldo e
por Martinez (seleccionador). Enquanto se acalentava a hipótese de Martinez “entrar
numa de Fernando Santos” e pôr Ronaldo no banco , já que estando ditado o seu
futuro ainda valeria a pena arriscar uma decisão que poderia alterar o rumo das
coisas; hoje, porém, depois do que se passou ontem, o que vamos assistir é
exactamente o contrário: é Martinez funcionar como assessor de Ronaldo que pode
inclusive, qualquer que seja o resultado, mandar o presidente da Federação para
casa e continuar com Martinez como seu ajudante.
Chegados a este ponto, até nem
apetece dizer como deveria alinhar a selecção, se Portugal quisesse continuara acalentar
a hipótese de derrotar a Espanha nos penáltis.
Se assim fosse, a minha selecção
seria esta: Diogo Costa; Matheus Nunes, Tomás Araújo, Renato Veiga e Nuno
Mendes; Bernardo Silva, João Neves e Ruben Neves; Trincão, Gonçalo Ramos e
Rafael Leão.
No decurso da partida, consoante o
resultado e o estado físico dos jogadores, poderiam entrar: Dalot, Vitinha,
Pedro Neto e João Félix.
Sem comentários:
Enviar um comentário