terça-feira, 25 de junho de 2013

TRAIÇÃO OU AFIRMAÇÃO DE CIDADANIA?


 

EM DEFESA DOS QUE LUTAM PELA DEMOCRACIA

A segurança nacional levada ao extremo põe em causa a segurança dos outros Estados e acaba por violar frequentemente os direitos dos próprios nacionais. Se todos os Estados prosseguissem obsessivamente a segurança nacional, de modo a que cada um se sentisse cem por cento seguro, os conflitos multiplicar-se-iam e o mundo viveria em permanente estado de guerra.

Felizmente, tal não acontece embora não necessariamente pelas melhores razões. A obsessão pela segurança muito comum à generalidade dos Estados só não assume as proporções que tornariam insuportável a vida à superfície da terra por razões financeiras. De facto, nem todos os Estados têm meios para garantir tão completamente quando possível a sua segurança, mas quando têm, como acontece com as grandes potências, a obsessão pela segurança nacional constitui um perigo permanente para paz internacional. Mas não só: essa obsessão acaba também por violar frequentemente, e nos tempos que correm cada vez mais intensamente, os próprios direitos dos cidadãos nacionais.

Hoje, assiste-se à violação frequente dos direitos em nome da segurança nacional. Desde os mais elementares até aos mais altamente colocados qualquer que seja a escala de valores por que são avaliados, como a integridade física e a própria vida. Sabe-se como essa violação começa e as razões que aparentemente a justificam, mas nunca se sabe até onde vai chegar nem as proporções que vai atingir

Denunciar esta obsessão e exibir publicamente a duplicidade de critérios daqueles que se arvoram em grandes defensores dos direitos humanos mas que na prática são os que mais frequentemente os violam, a ponto de o assassínio se ter transformado numa arma corrente de “defesa da segurança interna”, constitui um acto de coragem que deve ser saudado onde quer que ocorra e qualquer que seja o seu contexto.

2 comentários:

Antonio Cristovao disse...

espanta a "normalidade" de espiar e fichar cidadaos nãoamericanos (bem aceite pelos colonos) e grave só é espiar americanos.
espanta a passividade perante assassinatos selectivos (3800 ano passado)
espanta que o abandono das Tic espiadas(facebook,yahoo,microsoft..) seja tao mediocre.

Graça Sampaio disse...

Uma verdadeira vergonha!!!