sábado, 13 de setembro de 2014

O QUE É O DIREITO INTERNACIONAL?


 

NOTA PUBLICADA NO FACEBOOK

Lê-se os jornais, ouve-se as televisões, mais uns tantos comentadores e fica a saber-se que o Direito Internacional é o que a opinião pública americana (as grandes empresas jornalísticas e as principais cadeias de televisão) acha que deve ser feito na defesa do interesse americano mais o que o Congresso impõe ou consente que seja feito para o mesmo fim.

À medida que decresce o poderio económico e a influência da América no mundo cresce assustadoramente o seu belicismo.

Os americanos debatem-se, porém, com um problema insolúvel: detêm uma grande capacidade de destruição mas cada vez é maior a sua incapacidade de ocupar um km quadrado de território fora da América…

Isto só pode, portanto, acabar mal…

2 comentários:

Anónimo disse...

Não me parece, de todo, que com Obama tenha crescido o belicismo. Com excepção da Ucrânia tem é respondido - mal, demasiadas vezes, aos fios que Bush deixou. E mesmo na Ucrânia, parece responder aos fios deixados pela Alemanha e pela nossa UE.

Anónimo disse...

"Instalado na Casa Branca, Obama esqueceu, engavetou ou violou a maioria dos compromissos assumidos.

Não encerrou o Presidio de Guantánamo, manteve legislação repressiva de Bush, promulgou uma lei que na prática autoriza a tortura e outra sobre a prisão de suspeitos de ligação com presumíveis terroristas (diploma que no dizer de Michel Chossudovsky confere ao Estado uma carácter totalitário), e chamou para o governo e cargos da sua confiança políticos e economistas intimamente ligados à engrenagem de Wall Street.

A nomeação de Hillary Clinton para o Departamento de Estado foi o prólogo de uma política internacional profundamente reaccionária.

A esposa do ex-presidente conseguiu o que se tinha por impossível. Imprimiu à sua acção um estilo mais agressivo e belicista do que o de Condoleeza Rice.
Obama apoiou a sua defesa do sionismo, as suas críticas desabridas à China, a sua indisfarçável hostilidade ao mundo islâmico.

Uma das primeiras decisões estratégicas do Presidente foi o envio de mais de 100 000 militares para o Afeganistão. Não hesitou em apresentar como prioridade a vitoria na guerra de agressão ali iniciada por Bush filho. O resultado negou o projecto. Posteriormente, o fracasso de sucessivas ofensivas- dois comandantes regionais foram demitidos – desembocou no compromisso de retirar todas as tropas estadunidenses ate final de 2014. Mas, afinal, vão ali permanecer muitos milhares de soldados.

Hoje, as forças que combatem no país os ocupantes norte-americanos e a NATO controlam quase todo o território com excepção de Kabul e das principais cidades.

Quanto à produção de opio aumentou muitíssimo desde a invasão em 2001.

A agressão à Líbia, também concretizada invocando a defesa dos direitos humanos e o amor pela liberdade e a democracia, foi na realidade uma guerra imperial, preparada com antecedência com características genocidas. De acordo com o projecto, viabilizado pelo Conselho de Segurança da ONU, o seu desfecho após a destruição do país e o assassínio de Muamar Khadafi seria um «regime democrático», tutelado por Washington, pelos aliados da União Europeia e pelas grandes empresas petrolíferas.

No Iraque, uma campanha estrondosa anunciou ao mundo que, cumpridos os objetivos da invasão do pais, e instalado em Bagdad ´«um regime democrático estável», os EUA, honrando uma promessa, tinham retirado, finalmente todas as tropas de combate.

Outra mentira grosseira. Dezenas de milhares de mercenários, controlados por empresas mafiosas dos EUA, substituíram as forças do Exercito.
A situação em Bagdad e nas províncias é caótica. As últimas eleições, como as anteriores, foram uma farsa. Mas a recusa do primeiro-ministro Nouri Al Malik em abandonar o poder gerou uma crise, marcada por cenas próprias de um teatro de absurdo que só findou com um ultimato de Washington. A violência é endémica em todo o território.

Na Síria, Obama tentou repetir, recorrendo a um método diferente, a «operação» desestabilizadora que na Líbia tinha por objetivo o derrubamento do regime.
A fase inicial foi uma campanha mediática montada a nível mundial para demonstrar que o país estava submetido a uma feroz ditadura. O presidente Bashar al Assad foi demonizado, apresentado como um monstro responsável por crimes contra a humanidade.

A segunda fase foi o desencadeamento de uma «rebelião». Grupos de mercenários, armados e financiados pelos EUA, por Israel e pela Turquia, atacaram o exército, destruíram instalações públicas, ocuparam cidades e aldeias.

Crimes cometidos pelos «rebeldes» foram atribuídos pelos governantes e pelos media dos EUA e da União Europeia às forças armadas sírias."
Há mais...
Tirado daqui:
http://www.odiario.info/?p=3389

De