quinta-feira, 10 de março de 2011

A MOÇÃO DE CENSURA


ENFIM, O ESPERADO

A moção de censura não trouxe nada de realmente novo, salvo a alusão muito fugaz de Portas ao discurso de Cavaco Silva e algumas respostas de Sócrates a Louçã que mais pareciam dirigidas ao discurso de ontem do que propriamente ao proponente da moção.
O PSD, manifestamente “entalado” entre o discurso de ontem e a moção de hoje, optou por desvalorizar a moção, considerando-a surrealista e pouco credível, sem simultaneamente a rejeitar, e por esquecer momentaneamente o discurso de ontem.
É natural que o PSD actuasse assim, pois se não desvalorizasse a moção teria de votar contra, embora seja mais difícil justificar por que não a rejeitou, e também se compreende que tenha deixado momentaneamente na sombra o discurso de Cavaco, já que o seu aprofundamento obrigaria à apresentação de uma moção de censura. É, porém, provável que a actual direcção do PSD, para lá dos aplausos entusiasmados de ontem, também esteja ainda a ponderar os efeitos do discurso relativamente ao papel que o partido pretende desempenhar.
Portas praticamente nem à moção se referiu e aproveitou a sessão parlamentar para interrogar o Primeiro Ministro sobre questões várias da governação: contratos a prazo, BPN, juros da dívida, etc.
O PCP, pela voz de Bernardino Soares, coerentemente com a votação da moção criticou asperamente as políticas laborais de Sócrates, nomeadamente as propostas que foram apresentadas à concertação social.
Na segunda volta das intervenções a palavra pertenceu aos segundos-planos e o debate continuou no mesmo tom morno até ao fim, não sem que antes, Assis, a pretexto de responder a Louçã, e mais tarde também Sócrates, tivessem de facto respondido a Cavaco.
Infelizmente, ninguém quer saber do que se passa em Bruxelas, nem do próximo Conselho Europeu.
Feitas as contas, o resultado será o que antes se conhecia: o PS votará contra a moção; o PSD e o CDS abster-se-ão; e o BE e o PCP, serão a favor.

1 comentário:

GOD is writing in watermelons disse...

lançar-lho-eis vós?

eu não

e isto é quando os conselhos que tomam para se defender

disparam em máquinas para se destruir

e não cai no erro senão quando vê as forças gastas com paradoxos e em cabedal gasto com desvarios