sexta-feira, 4 de novembro de 2011

NOTAS SOLTAS



SOBRE O TEMPO QUE PASSA



PRIVATIZAÇÕES – As privatizações que o governo se propõe fazer representam um grave empobrecimento do património público de consequências incalculáveis para o futuro dos portugueses.

Se como tudo isso não bastasse, há fundadas razões para supor que os processos de privatização serão tudo menos transparentes.

A esquerda tem dado relativamente pouca importância ao modo como as privatizações são feitas certamente por entender que o importante é atacar a decisão em si e não o meio como ela é posta em prática. Dito de outro modo: não há privatizações honestas, tanto agora como no passado. As privatizações não passam de uma troca de favores entre os governos (e os governantes…) que as fizeram e o grande capital.

Apesar de tudo isto ser verdade não deixa de ter todo o interesse o post que sobre o assunto Pacheco Pereira publicou hoje no Abrupto.

MIGUEL JÚDICE NO CANAL 1 – Se ingenuamente havia quem supusesse que o Miguel Júdice iria à televisão falar sobre o processo que a justiça brasileira moveu ao seu colega e ex-companheiro de partido Duarte Lima, breve se desiludiu.

O que Júdice foi à televisão dizer é que já está afastado de Sócrates e que agora apoia Passos Coelho, a quem reconhece a rara qualidade de não cometer erros. E Júdice também não comete, principalmente depois que deixou de ser comentador político profissional e se tornou um homem de negócios. De caminho atacou Cavaco com ferocidade. Que mais poderia Relvas desejar de quem tão bem sabe interpretar a defesa da causa pública? Relvas vai ter que retribuir…ou a intervenção de Júdice já foi a contra-prestação?

DUARTE LIMA – O Procurador Geral da República nada tem a dizer sobre Duarte Lima ser, à luz do direito penal internacional, um foragido da justiça. Pelo menos deveria explicar aos portugueses que eles não podem matar impunemente no Brasil. Que um crime de homicídio cometido por um português em qualquer parte do mundo também é crime em Portugal. Não. Achou que não valia a pena. Mandou, parta nossa completa tranquilidade, a Dra. Cândida Almeida dar explicações. E então ela lá nos disse que o processo penal português se não move pelo princípio da oportunidade…Um portento esta  Dra. Cândida Almeida!

1 comentário:

Carlos Azevedo disse...

«depois que deixou de ser comentador político profissional e se tornou um homem de negócios»

Ora bem, esta sequência temporal é uma novidade para mim. Sempre pensei que ele, já quando comentava, era um homem de negócios, e dos espertos; afinal, na acumulação é que está o ganho!