quarta-feira, 9 de novembro de 2011

OTELO TEM RAZÃO



AS FORÇAS ARMADAS NÃO FAZEM MANIFESTAÇÕES
Otelo diz que os militares devem reagir se forem ultrapassados os limites



Otelo pode ter cometido muitos erros – como todos nós – e tido indecisões de nefastas consequências – porventura mais do que muitos de nós – mas há duas coisas em que Otelo esteve indubitavelmente certo.

No comando operacional do Movimento das Forças Armadas na noite de 24 para 25 de Abril de 1974 e no que disse hoje sobre a manifestação de militares no próximo dia 12.

Realmente os militares não têm que fazer manifestações. As Forças Armadas não podem ser confundidas com um qualquer agrupamento profissional que defende os seus interesses corporativos manifestando o seu descontentamento por meio de “passeatas” na Avenida da Liberdade.

As Forças Armadas são as detentoras efectivas da força. E devem usá-la ao serviço do povo se os limites do politicamente admissível forem ultrapassados. E quais são esses limites? Otelo não o disse expressamente. Fê-lo por gestos: quando passar a garganta e atingir a cabeça.

Por outras palavras mais simples e mais correctas: quando o poder deixar de ser legítimo.

Sempre assim foi e assim continuará a ser…

4 comentários:

Anónimo disse...

atenção ao 28 de maio. a força das forças armadas não reside no seu sentido de representação.

Anónimo disse...

Colocar as Forças Armadas ao nível de qualquer outra Corporação é uma vitória de quem ?
Em todos os regimes políticos os militares são respeitados. Embora em democracia se subordinem ao poder eleito pelo povo são, ou deveriam ser,o garante das liberdades que supostamente todos os cidadãos devem usufruir com equidade.

V disse...

Ó JMCP, o computador até se foi abaixo quando li este post.

Esse homem passou-se irremediavelmente no solstício de 75.

Forças Armadas??? Brigadas!!! En la calle, en la calle.

Abraço
V

M.Horacio Lima disse...

Claro que Otelo tem razao! Nao ha outra maneira para endireitar esta "farca". Com a tristeza eu aguento mas com a injustica eu revolte-me...