quarta-feira, 18 de março de 2009

AINDA OS VENCIMENTOS DOS EXECUTIVOS



O ESCANDALOSO CASO DA AIG



Os vencimentos que os executivos das grandes empresas financeiras, e outras, se atribuem ou fazem atribuir constitui em todos os países do mundo um escândalo difícil de aceitar pela generalidade dos cidadãos. Por isso, não é de estranhar que os políticos, principalmente os europeus e americanos, sincera ou hipocritamente não possam deixar de abordar o tema sempre que o problema volta a ser agitado, como recentemente aconteceu com a AIG, falida, que utilizou parte do dinheiro que o Estado americano lhe entregou para a sua recuperação para pagamento de bónus e prémios aos seus “incompetentes” executivos.
Na América, o assunto está causando a maior contestação, mesmo por parte das hostes republicanas. Não admira, por isso, que um senador republicano tenha ontem advogado a demissão ou mesmo o suicídio de tais administradores, como única forma de reparação da honra perdida. Outros, mais realistas, advogam a aplicação de um imposto especial incidente sobre tais prémios e bónus, de modo a permitir ao Estado recolher por esta via o que entregou por outra.
Esta última solução, que corresponde à que advogámos neste blogue, logo que o problema começou a ser discutido, pode ser aplicada em qualquer Estado e aos executivos de qualquer empresa, sempre que os vencimentos auferidos constituam, como é geralmente o caso, uma verdadeira espoliação do património da empresa e do trabalho gerador de mais-valias.
Mas é bom que não haja ilusões. Esta medida, que porventura nenhum governo adoptará, se viesse a ser adoptada constituiria apenas o ataque à ponta mais alta do iceberg. Há muito mais a fazer, principalmente no que toca à regulação do capital financeiro. E será que vai ser feito?

Sem comentários: