sexta-feira, 12 de outubro de 2012

TEMOS DE IMPEDIR A EXECUÇÃO DESTE ORÇAMENTO


UM APELO À LUTA
 

 


Um orçamento como aquele que o Governo PSD/CDS se prepara para apresentar ao Parlamento no dia 15 deste mês não pode ser executado. Não podemos deixar que seja executado.

Este orçamento, mais que a perversidade política de quem o concebeu, é a prova de que todos aqueles que insistem em trilhar o caminho imposto pela TROIKA, e por eles aceite com mais ou menos entusiasmo, perderam completamente a noção da realidade.  

Uma carga fiscal desta dimensão e envergadura, principalmente no domínio dos impostos directos, a que dificilmente a maior parte das pessoas consegue subtrair-se, nunca seria concebível mesmo que a Pátria estivesse ameaçada pela força física e em risco de soçobrar.

O exemplo da II Guerra Mundial é elucidativo. A Inglaterra, e cita-se a Inglaterra por ser uma economia de mercado, não financiou a guerra com um agravamento excepcional de impostos, embora tivesse havido um ligeiro aumento da carga fiscal, mas com empréstimos numa proporção que começou por ser de 1 para 5 e que com o decurso do conflito foi aumentando sempre.

Acontece que este orçamento não foi concebido para salvar a Pátria, mas exactamente para a destruir. Só a mente malsã e fanaticamente irrealista de todos aqueles que por acidente histórico hoje governam Portugal - todos, sem excepção – poderia conceber semelhante barbaridade.

É provável que daqui até à aprovação final do orçamento sejam desencadeadas pequenas guerras sectoriais contra certas incidências da carga fiscal, consoante os lobbies existentes, ou adrede criados, que se sintam com força para pressionar e actuar. Também a este respeito é preciso que ninguém se deixe enganar com essas pequenas e, a final, falsas vitórias que, por muito bem intencionadas que sejam, apenas ajudarão o governo a tentar pôr em prática esta monstruosidade.

Também não interessa ficar à espera dos primeiros resultados da execução fiscal para depois actuar, até porque antecipadamente se sabe qual vai ser a catastrófica consequência daquela execução. De facto, há males que uma vez praticados se tornam irreparáveis e é isso que não podemos deixar que a execução aconteça.
Também ninguém se pode assustar com a cantilena tantas vezes repetida de que não há alternativa aos sacrifícios pedidos. Há. E a primeira alternativa que temos de pôr em prática é a erradicação da obscena verba de mais de 9 mil milhões de euros para pagar o serviço da dívida. Essa verba tem de ser substituída por uma verba incomparavelmente menor.

O povo português tem de se levantar e impedir por todos os meios que este orçamento seja executado. Não importa o que no Parlamento se passar. Infelizmente, este assunto só tangencialmente passa pelo Parlamento. No Parlamento não há forças suficientes nem em quantidade nem em qualidade para salvar a Pátria da desgraça que se anuncia. Essa batalha tem de ser travada cá fora, no nosso areópago. E o nosso areópago é a rua, mas são também os locais de trabalho, é, em suma, todo o território nacional.

Temos, todos,  através das redes sociais de pôr em prática as medidas que conduzam àquele objectivo, partindo de um pressuposto que uma vez verificado não deixa qualquer margem de dúvida quanto ao resultado da luta: se nós não quisermos, este orçamento não será executado. Ninguém tem força para passar por cima da vontade soberana do Povo!

Vamos à luta!

6 comentários:

Anónimo disse...

Partilho tudo, e assino, menos a ilusão sobre... as redes sociais, que na verdade podem pouco, mas dão a quem as usa a perigosa ilusão de que se confundem com a realidade.
Usemo-las, sim, mas cientes de que elas são (ou dão) apenas... espuma.

A.M.

Rogério Pereira disse...

"Ninguém tem força para passar por cima da vontade soberana do Povo!"

Vamos ver como tal vontade se afirma... e que a rua seja um mar...

Luis Eme disse...

sim, temos mesmo de lutar contra esta gente.

menvp disse...

«E a primeira alternativa que temos de pôr em prática é a erradicação da obscena verba de mais de 9 mil milhões de euros para pagar o serviço da dívida.»
.
.
Precisamos de Manifestações à Islândia: a revolução censurada pelos Media, mas vitoriosa!
Resumo (tudo pacificamente):
- RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA;
- Referendo, de modo a que o povo se pronuncie sobre as decisões económicas fundamentais;
[uma sugestão: blog «fim-da-cidadania-infantil»]
- Prisão de responsáveis pela crise;
- Reescrita da Constituição pelos cidadãos (e os partidos políticos têm de se aguentar a um muito maior controlo por parte dos cidadãos).
[nota: dever-se-ia consultar o know-how islandês]

Zita disse...

41% DOS PORTUGUESES NUNCA SURFARAM NA NET

Por vezes pensamos que a internet está demasiado presente na vida dos portugueses. Que é por isso uma forma eficaz para chegar a todos os cidadãos, para passar a palavra, informar, vender... etc. Aparentemente é uma ideia errada, estamos entre os que menos utilizam a internet, na Europa.
Agora já sabe porque os portugueses continuam na ignorância politica.

Acesse ao Artigo completo: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/08/a-internet-em-portugal-e-um-meio-pouco.html#ixzz29ZNYCykV

Zita disse...

A Islândia foi saqueada, tal como Portugal, mas lá o crime não compensa e a impunidade não venceu.

À semelhança de Portugal também a Islândia teve um caso ao estilo BPN.
Créditos ao desbarato para os amigos. Empréstimos sem garantias. Todos os envolvidos estavam ricos. O governo não cumpria o seu papel, permitindo que a situação atingisse o ponto de ruptura. Tal como em Portugal, era o regabofe.
Contudo ao contrário de Portugal estes senhores, julgando-se intocáveis e crendo que o estado iria assumir todas as suas asneiras, depararam-se com um governo justo e integro, que os obrigou a "pagar" pelo que fizeram.
Vejamos nos vários pontos, em baixo, as diferenças entre a postura do governo e povo Português e do Islandês, e percebemos que a profundidade da injustiça e corrupção, em Portugal, tem uma dimensão maior que a que julgávamos.
Pior ainda, percebemos que oferecer as dividas de um banco saqueado por políticos, a um povo inocente, não era a única opção mas sim a mais conveniente aos saqueadores.

1- A Islândia deixou cair os seus bancos e persegue os banqueiros.
Vê aí um modelo islandês de saída da crise?
(Ólafur Ragnar Grímsson, Presidente da Islândia) -Talvez não tivesse havido outra opção além dessa: os bancos eram tão grandes que não havia maneira de os resgatar. Mas não interessa se havia ou não opções. A Islândia não aceita a noção de o cidadão comum ter de pagar toda a factura das loucuras dos bancos, como aconteceu com essas nacionalizações feitas noutros lugares pela porta do cavalo.

2 - Ex-primeiro-ministro islandês julgado por negligência governativa.
Em Setembro de 2010, o parlamento islandês decidiu processar por "negligência" o antigo chefe do Governo, que liderava o país na altura em que o sistema financeiro islandês entrou em colapso, em Outubro de 2008.
Para julgar Haarde, foi criado um tribunal especial, o Tribunal Superior de Justiça (Landsdomur). JN


Procurado Sigurdur Einarsson
3 - Procura-se. Homem, 48 anos, 1,80 m, Calvo, olhos azuis. A Interpol acompanha esta descrição de uma foto na qual aparece um tipo bem barbeado enfiado num desses fatos escuros de 2000 euros. A delinquência mudou muito com a globalização financeira. Isto é a Islândia, o lugar onde os bancos vão à ruína e os seus dirigentes podem ir para a cadeia sem que o céu se abata sobre as nossas cabeças; a ilha onde apenas meio milhar de pessoas armadas com perigosos tachos podem derrubar um governo.
Isto é a Islândia, onde ago

Acesse ao Artigo completo: http://apodrecetuga.blogspot.com/2011/10/islandia-foi-saqueada-como-portugal-mas.html#ixzz29ZNw3srT