segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

SÓCRATES RESPONDE A CAVACO E À OPOSIÇÃO




A IDEIA É “MANTER O RUMO”

Sócrates respondeu a Cavaco e à oposição. Só que a sua resposta não trouxe nada de novo. No fundo, disse o mesmo de sempre: eu estou disposto a dialogar, quero falar com todos, mas depois de toda essa conversa todos vocês têm de fazer o que eu digo. Sócrates chegou ao ponto de afirmar que não aceitaria que o parlamento fizesse leis que o governo não aprova. Por esta e outras afirmações se avalia a cultura democrática do Primeiro-ministro.
Se tal afirmação fosse feita pelo chefe do executivo num país de largas tradições democráticas, como os Estados Unidos ou França, o que lhe aconteceria? É óbvio que Sócrates pretende prevalecer-se da caótica situação por que passa o PSD - sobre o qual até já há quem vaticine o seu próximo desaparecimento - criar artificialmente uma crise e provocar a dissolução da Assembleia com vista a eleições antecipadas. Mas Cavaco pode trocar-lhe as voltas, embora o tempo que corre não seja um tempo que permita grande espaço de manobra ao Presidente, preocupado que está com a sua reeleição.
Todavia, se Sócrates persistir na sua política de confronto, se continuar a fazer de conta que tem maioria absoluta, se continuar a rejeitar sistematicamente tudo o que vem da oposição e se Cavaco tiver indicadores relativamente seguros que o país em geral não quer novas eleições e prefere um governo capaz de se entender com as demais forças políticas, seja pela via de uma coligação, seja por um acordo de incidência parlamentar, seja até por alianças pontuais sinceramente negociadas, bem pode acontecer que Cavaco exonere Sócrates (o governo) por irregular funcionamento das instituições e nomeia para formar governo uma personalidade do PS que dê garantias de alcançar o que Sócrates manifestamente rejeita.
É difícil, mas não é impossível. Aliás, todas as opções são difíceis e por isso é que Sócrates está a jogar abertamente na que lhe parece mais óbvia!

2 comentários:

Júlio disse...

Sim senhor!
A imaginação alimentada pelo ódio a Sócrates não tem limites, pois não?

É então anti-democrático que um governo se recuse a executar políticas decididas por coligações negativas e contra-natura, que contrariam o programa que o eleitorado sufragou e mandatou para governar.
Sim senhor!

Por outro lado é perfeitamente normal, democrático e Patriótico que Cavaco Silva dê prioridade à sua reeleição em detrimento das prementes necessidades do país.
Sim senhor!

E essa verdadeira maravilha da criatividade política consubstanciada nessa proposta iluminada, da nomeação de um outro membro do PS para formar governo - talvez M. alegre, não!?
Sim senhor!

Júlio Santos

Manuel Loureiro disse...

Ainda houve quem tivesse estômago para comentar o seu artigo. Eu não tive!