segunda-feira, 21 de setembro de 2009

FERNANDO LIMA - BODE EXPIATÓRIO

SE ALGUÉM TEM DE SE AFASTAR, NÃO É FERNANDO LIMA


A recente decisão de Cavaco Silva de afastar Fernando Lima, seu assessor de confiança há mais de duas décadas, é uma medida fora de tempo e completamente hipócrita depois de tudo o que se passou. Ainda ontem ou anteontem Cavaco teve oportunidade de esclarecer o que se passou e, pelo contrário, com as suas meias palavras e a hipocrisia da sua falsa equidistância coonestou a diligência de Fernando Lima, junto desse outro conspirador, chamado JM Fernandes.
A opinião dos portugueses expressa nos blogues, na rádio, nos fóruns radiofónicos, enfim, nos diversos meios que as modernas tecnologias permitem, assustou Cavaco Silva, que logo tratou de sacrificar o mensageiro, mediante uma conduta que ainda mais o desqualifica.
Se alguém tem de se afastar não é Fernando Lima!

4 comentários:

Manuel-António disse...

Será que Cavaco começa a deixar cair a máscara dando sinais claros que não é o Presidente de todos os Portugueses mas apenas dos militantes e simpatizantes do PSD!...
A "política de verdade" também tem muitos fariseus...

Anónimo disse...

A falta de carácter ... e de inteligência de Cavaco Silva exigem que renuncie. Invoca razões de saúde, por exemplo, e vai-se embora.

JMV disse...

Pergunto-me: caso este ainda formal PR não renuncie, que leitura se fará futuramente quanto à legitimidade e até mesmo quanto à autenticidade das promulgações, vetos e demais actos políticos que venha a praticar após domingo?

Outro facto inquietante foi o pronto desmentido anteontem do Estado Maior das Forças Armadas quanto à imputada "limpeza de escutas" que teria sido por si feita em Belém...

Parece-me que este "político-não-profissional" anda a querer brincar levianamente com forças que não entende ou pode dominar...

Anónimo disse...

Por mais voltas que se possam dar, por mais justificações imaginativas ou esfarrapadas que possam surgir, é inquestionável que no consulado Cavaco Silva nada mais será como dantes.
Não só pela sua acção, mas também pela sua omissão (se é que houve omissão!!)o seu comportamento foi, a todos os títulos, reprovável e indigno de um PR que se diz de todos os portugueses.
Se a nossa memória não fosse curta, poderia ter aqui hipotecado irremediavelmente a sua reeleição.
A ver vamos...

JR