segunda-feira, 31 de maio de 2010

ELES SÃO COMO OS NAZIS



MERECEM IDÊNTICO CASTIGO

O mundo assistiu com estupefacção e revolta a mais uma barbaridade de Israel. O mundo, é como quem diz, porque os Estados Unidos ainda necessitam que lhes expliquem o que se passou e a subserviente diplomacia das Necessidades também ficou calada, ou quase, como sempre fica, quando estão em causa directa ou indirectamente interesses americanos. Mas o resto do mundo condenou.
As condenações meramente verbais todavia não chegam. Hoje Israel é governado por uma camarilha que não hesita na prática de qualquer tipo de crime, crime de guerra, genocídio, retaliações contra populações civis, raptos, assassínio, enfim, tudo o que um bando de criminosos normalmente faz.
Tal como aconteceu na Alemanha nazi, a maior parte da população de Israel fecha os olhos, e, contrariamente ao que aconteceu na Alemanha, a que vive fora de Israel maioritariamente aplaude.
Há entre a classe política israelita, desde os “socialistas” (vão entre aspas não por pertencerem ao partido socialista, mas porque socialista tem a mesma raiz que socialismo) à extrema-direita muitas semelhanças com o bando nazi que se apoderou dos destinos da Alemanha no começo da década de trinta do século passado: o racismo, o espaço vital, o completo desprezo pelas “raças inferiores”, a legitimação de qualquer meio, por mais violento e desumano, contanto que seja (ou se suponha que seja) adequado ao fim em vista. Tudo serve. Com a protecção de Wall Street, do bando financeiro que apoia Israel, e da Casa Branca, melhor dizendo, da Administração americana, esteja lá quem estiver, tudo, até hoje, tem ficado impune.
E aqui há diferenças relativamente aos nazis: em, primeiro lugar, porque os nazis também lutavam contra o domínio financeiro judaico (sim, a gente sabe, com muitas contradições, com muitas mentiras de permeio, mas a palavra de ordem existia) e, em segundo lugar, porque dez anos depois de terem chegado ao poder já se sabia que os nazis não iriam ficar impunes.
Há todas as razões para supor que o ataque criminoso contra a frota da paz marca uma viragem decisiva na história de Israel e da sua impunidade. A Turquia não é verdadeiramente o Iraque, nem mesmo o Irão. Mas tudo está em aberto, inclusive um possível holocausto. Como se sabe, Hitler, já no estertor do nazismo, não teria hesitado na utilização da “arma misteriosa” se efectivamente a chegasse a ter, como contava. Estes, os de Israel, apertados, também não hesitarão. É gente da mesma cepa. À altura uma da outra. Com a diferença de que a têm!

2 comentários:

Anónimo disse...

Pode-se ser contra a forma como nasceu o actual estado de Israel, eu por acaso sou. Nasceu de um acto de força, com os argumentos de legitimação conhecidos. Muitos dos actuais Estados, para não dizer a quase totalidade, nem tiveram preocupação em fundamentar as barbaridades.O que parece que está verdadeiramente em causa é a subsistência de um estado israelita/judaico, ou seja se a correlação de forças é ou não favorável a essa subsistência, parece que o é cada vez menos. A verdadeira questão, parece-me a mim, é o reclamado direito de regresso. Será esse o critério da verdade. Os que defendem o direito de regresso têm evidentemente a razão e a justiça do lado deles, quem pode concordar com manutenção dos campos durante mais de um século? Mas esses deveriam, por uma questão de "honestidade" intelectual, aceitar/defender a extinção do actual Israel. Ainda quanto a este "direito de regresso" também haveria que ser consequente e defender o direito de regresso às outras populações expulsas das suas terras e casas. Expulsas desde quando? Aqui está outra dificuldade. Do ponto de vista "mínimo" para os pró-israelistas seria pelo menos de todas os movimentos ocorridos desde a reinstalação deles na Palestina (tantos ... os sérvios do Kosovo, da Krajina etc etc ah! também os alemães orientais, sudetas, Kalinegrado etc, mas destes não se pode falar não é?)
O pessoal fica muito impressionado com o ataque aos barcos apoiantes do Hammas, mas o problema de fundo não é esse. Alguém duvida que qualquer outro Estado, em tais condições, usaria a força? Até se pode imaginar quanto humanitarismo estará por detrás da frota solidária.
No fundo regressa-se sempre ao mesmo, os judeus sobreviverão (como Estado) se a dita correlação de forças, incluída a sua própria, lho permitir. O Muro que os defendia não era o da Cisjordânia, caiu.

JVC disse...

Desculpa-me fazer propaganda no teu blogue, mas, tendo lido agora este teu "post", acho que liga bem com o meu última artigo No moleskine.