domingo, 21 de março de 2010

SÓCRATES CRITICA OPOSIÇÃO EM BRAGA



GAMA SEGUE MERKEL


Sócrates numa sessão de propaganda das "Novas Fronteiras" (fronteiras da miséria, do desemprego, da precariedade, da submissão ao capital financeiro) atacou a oposição por ter votado a Comissão de Inquérito ao fracassado negócio PT/TVI e criticou a esquerda por se ter aliado à direita na tentativa de apuramento da verdade sobre o que se passou.
É natural que Sócrates esteja nervoso. Mas a sua crítica não faz sentido. Sócrates ainda não percebeu que não há hoje ninguém à sua direita no espectro político português. Se alguma crítica pode ser feita à esquerda é a de ela se ter recusado a exigir os despachos do Procurador Geral da República proferidos a propósito de factos, relacionados com o Primeiro Ministro, colhidos na investigação do processo “Face Oculta”.
Sócrates rodeado pelo que há de mais situacionista no PS foi a Braga colher alento para enfrentar a Comissão de Inquérito e preparar o contra-ataque.
De estranhar é a presença na sessão de propaganda de Jaime Gama, Presidente da Assembleia da República. Há já muito tempo que Gama não participava nestas sessões e menos ainda quando elas se destinam a acções de desagravo do PM organizadas pelos fiéis seus mais devotos.
Dentro de pouco tempo se saberá por que razão Jaime Gama foi a Braga elogiar Sócrates.
Lamentável é a sua intervenção a propósito do PEC, toda ela na esteira das declarações de Merkel.
No fundo, a intervenção de Gama confirma tudo o que aqui se te dito sobre os socialistas portugueses: nos casos-limite de defesa do interesse nacional, mesmo quando no seio da União Europeia há ou começa a haver entre um número considerável de países um clima que aponta para soluções diferentes das preconizadas pelas “doutrinas monetaristas”, os socialistas portugueses estão sempre do lado errado.
Jaime Gama, ao defender o PEC como única solução dentro da zona euro, ao admitir expressamente como alternativa ao PEC a saída (ou a expulsão) da zona euro, copia Merkel, afasta-se dos que defendem interesses comuns aos de Portugal numa perspectiva diferente da imposta pela Alemanha e faz aquela figura da vítima que tende a identificar-se com quem a agride na insensata esperança de com o seu acto de "compreensão" conseguir alguma indulgência ou alguma pequena vantagem!
Esperava-se mais e diferente de Jaime Gama.

1 comentário:

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

É a Síndroma de Estocolmo.