sexta-feira, 13 de novembro de 2009

CONSEQUÊNCIAS DE UM DISCURSO AMORAL



AS INEVITÁVEIS COMPARAÇÕES

Santos Silva fala na SIC-N. Não o consigo ouvir. Sinto por ele uma estranha aversão. Talvez excessiva. Ocorrem-me comparações terríveis entre a personagem que ele desempenha e com a qual se identifica e outras personagens que desempenharam idêntico papel noutros regimes.
Há nele qualquer coisa de funesto. O seu discurso de absolutização dos procedimentos do regime democrático fora de qualquer contexto ético pré-anuncia na minha imaginação, construída por muitas imagens de personagens que, principalmente, ao longo do século passado, foram desempenhando papéis idênticos ao seu, um novo totalitarismo – uma nova verdade construída de mentiras!
Fecho a televisão e releio Grossman, Vida e Destino

7 comentários:

Anónimo disse...

Abjecto. Também não consegui ouvir até ao fim.

anamar disse...

A esse e aoutros, há muito que não consigo ouvir...
:))
Bfs, Zé Manel

Ana Paula Fitas disse...

Também ouvi... e pasmo (ainda pasmo?!) perante a capacidade que algumas pessoas têm de enfrentar o mundo considerando-o capaz de ser feito à medida das suas opiniões... um excesso de auto-confiança ou total falta de consideração pela inteligência de quem ouve - é a questão que se coloca... porque, quem fala para as massas, deveria, no mínimo e em última análise, estar bem preparado para fazer o seu papel... mas, pelo que nos é dado perceber, já nem isso preocupa quem ocupa os lugares do protagonismo mediático... quase tétrico por, como diz, tanto evocar os fantasmas que nos povoam a memória e o conhecimento do passado...
Abraço :)

JVC disse...

Partilho contigo um quase asco por essa personagem, além do mais uma pessoa que, na sua postura, na sua face e expressão, no seu discurso, no seu olhar a chutar para o lado (tudo aquilo que a minha intuição me permite, geralmente bem, aceitar ou não uma pessoa como meu potencial amigo) é gelo de afectividade. A sua vida, o seu pensamento, a sua maneira de estar na vida, cheira-me a máquina auto-programada, de racionalidade fria e de impulsãoo dos seus interesses de autoestima.

No meio de uma nota minha de ontem, "No moleskine", principalmente a falar da porcaria-atracção de Sócrates, falo dessa execrável criatura.

Joana disse...

O seu problema é o preconceito. Melhor seria olhar para o espelho. Falo do postador e dos comentadores anteriores.

António Abreu disse...

Esta é uma das personagens do chamado "núcleo duro", a quem se deve perguntar, olçhando rectroactivamente, por exemplo, para ramada curto: "Em que coisa vos transformasteis? Em que quereis transformar o edifícioi moral moral de um povo? Que monstro albergais no vosso ventre"?

JVC disse...

Joana, felizes os que hoje admiram Sócrates e o seguem como expoente da sabedoria, da integridade, do exemplo do homem que o homem dispensa os deuses, porque ele próprio é divino.

Ah, mas devo estar senil, estou a pensar na Grécia antiga. Longe de mim desejar que alguém obrigue o malandreco ateniense de hoje a tomar cicuta.