terça-feira, 3 de março de 2009

SÓCRATES E OS JORNALISTAS



NÃO HÁ PIOR GUERRA DO QUE ENTRE GENTE DA MESMA TRIBO



A guerra entre Sócrates e os jornalistas, que conheceu novo ponto alto no último fim-de-semana, tem-se alimentado de episódios que ambas as partes se encarregam, periodicamente, de trazer à discussão pública. Do lado dos jornalistas, a pesquisa permanente de factos da vida de Sócrates que possam afectar a sua credibilidade enquanto governante; do lado de Sócrates, a vitimização, depois de assegurada a falência das acusações.
Os jornalistas só têm de se queixar da sua própria inépcia. Na verdade, eles têm perdido todos os combates que travaram com ele.
No caso da Independente e respectiva licenciatura, estiveram a um ponto de conseguir a vitória. Mas como se tratava de um combate em vários “rounds” e o jornalismo português não tem “endurance” para combates desta natureza, perderam quase ao soar do “gong”. Sócrates ficou licenciado e eles ficaram por difamadores.
No caso das casas da Beira-Baixa (ou da Beira-Alta, já não me recordo bem), nem combate chegou a travar-se. De facto, o assunto não interessava rigorosamente nada aos portugueses, salvo se tratado na perspectiva do “Inimigo Público”. Numa perspectiva séria, ninguém atribuiu importância ao assunto. Toda a gente sabe que maior parte das casas construídas nas aldeias, principalmente naquela altura, são desenhadas por “um técnico de desenho” e depois submetidas a aprovação camarária com o parecer e projecto do engenheiro.
Finalmente, no Freeport, os jornais e a televisão, principalmente a TVI, o Crespo na SIC-N, o Correio da Manhã e o Sol (do Expresso não posso falar porque já deixei de o ler há mais de 10 anos) foram de uma inépcia total e completa falta de rigor, para utilizar uma expressão neutra.
Sócrates, pelo contrário, soube organizar competentemente o “espectáculo” de Espinho e pode nele por a nu a incompetência jornalística, vitimizando-se.
Em suma, Sócrates e os jornalistas são farinha do mesmo saco. Só que Sócrates é muito mais competente…

1 comentário:

Maria Henriques disse...

palavrinha de honra que eu até estimo os jornalistas mas acho que alguns se passaram.




--Ora pois claro , como é a gente se podia esquecer de prof Medina carreira?

Nem nós o podemos esquecer , nem ele deixa; que o excelso professor não perde pitada e ele são só encómios para que as têvês amigas lhe dêem o almejado tempo de antena, para ele expôr o seu pensamento que antigamente era ecléctico mas que agora já nem por isso.


http://apombalivre.blogspot.com/2010/02/palavrinha-de-honra-que-eu-ate-estimo.html