sexta-feira, 1 de maio de 2009

AS COMEMORAÇÕES DO 1.º DE MAIO


OS INCIDENTES DA ALAMEDA

Tanto quanto se pode depreender dos noticiários televisivos, as comemorações do 1.º de Maio vão ficar marcadas pelos chamados incidentes da Alameda.
Sejamos claros sem preocupação de sermos politicamente correctos. A participação na delegação do Partido Socialista de um elemento independente, candidato às eleições ao Parlamento Europeu, que nos últimos anos, nomeadamente os do Governo Sócrates, se tem distinguido pelo ataque diário, semanal ao sindicalismo e aos sindicatos, aos trabalhadores em geral e em particular a todos os que lutam por resistir à voragem neoliberal, constitui objectivamente uma provocação.
Uma provocação perfeitamente legítima em regime democrático. Muitos são os políticos que, neste estilo de democracia em que vivemos, usam e abusam deste tipo de actuação.
Como legítima é a resposta popular a essa provocação com apupos, gritaria, assobios e outras manifestações do género. Já as agressões físicas – que, pela televisão, não pude concluir tenha havido – que ultrapassem as simples “agressões” simbólicas, como o bolo de chantilly na cara do político e outras do mesmo género, são reprováveis e inaceitáveis.
Embora a luta sindical, para se defender da violência institucional que permanentemente se exerce sobre os trabalhadores, tenha historicamente recorrido múltiplas vezes a outros tipos de violência, como Vital Moreira tantas vezes elogiou quando enaltecia as virtudes do sindicalismo britânico, principalmente nos piquetes de greve, contra os “amarelos” fura-greves.

7 comentários:

anamar disse...

Gostei de o ler!!!
As suas verdades ajudam, Zé Manel!
E a Alameda estava linda!!!!
Saudações amigas

Anónimo disse...

DE acordo.

Nuno

JVC disse...

E veio a calhar a uma candidatura, este episódio à Marinha Grande! A que propósito é que uma delegação oficial partidária é encabeçada por um "independente"?

Gil disse...

Peço desculpa mas não posso concordar.
Quando muito, seria possível criticar o PS por, convidado, ter aproveitado para um pouco de camapanha eleitoral.
O que seguiu, com vias de facto ou sem vias de facto (a agressão foi manifesta), é indesculpável.
Ora não é preciso ser um "habitué" muito assíduo para conhecer a eficiência dos serviços de ordem da CGTP.
Embora não subscreva a totalidade da intervenção do Porta-Voz do PS, parece-me que pode ter razão ao chamar a atenção para o "hate speech" que o PC tem mantido.
Quanto a mim, o cúmulo é atingido quando se insinua (ou se declara) que o incidente, porque serve o PS, é sua rsponsabilidade.

Anónimo disse...

Por mais que se tente dourar a pílula e por mais que o meu caro amigo, eloquentemente, o tente justificar, a verdade é que o PC nunca soube conviver democraticamente com as divergências de opinião e muito menos com as dissidências.
São patéticas as declarações dos dirigentes do PC ao dizerem que não foi nenhum dirigente do PC que praticou os actos ou deu instruções. Pois… já foi tempo…já foi tempo. Pelos vistos só seria caso para apresentarem desculpas se o JS ou o BS chegassem ao roupa ao pelo do VM.
É claro que o PS aproveita. Mas… quem não aproveitaria? Ainda mais estando no (mau) estado em que está!

Abr
JR

aminhapele disse...

Vim aqui ter,caro amigo,através do Zoo.
Como sabes,estou de acordo com a tua "visão".
Um abraço.

JVC disse...

Pela parte que me toca, ao escrever um comentário limitado a um aspecto particular, não estou de forma alguma a desculpar a atitude inadmissível daqueles fósseis de uma época pré-histórica (isto é, não perestroica) do sectarismo PCPista.

E, como não tenho jeito para teorias da conspiração, não vou imaginar que o resultado final tenha sido uma congeminação do PS. Continuo é a dizer que, sabendo-se o que por lá andava de gente que odeia VM, foi pouco sensato mandar aquela delegação.